sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Deus sempre tem uma saída através de Jesus!

Por: Jânio Santos de Oliveira
Presbítero e professor de teologia da Igreja Assembléia de Deus Taquara - Duque de Caxias- Rio de Janeiro
devocionaisdoprebjaniosdeoliveira.blogspot.com



Quando temos algum problema, pensamos na pior coisa que pode nos acontecer, veja como isto pode mudar nossas vidas.

O único sobrevivente de um naufrágio foi parar em uma pequena ilha desabitada, fora de qualquer rota de navegação.

Ele orava fervorosamente pedindo a Deus para ser resgatado, mas os dias passavam e nenhum socorro vinha. Mesmo exausto, ele construiu um pequeno abrigo de madeira para que pudesse se proteger do sol, da chuva e de animais e para guardar seus poucos pertences.

Um dia, saiu em busca de algum alimento e, quando voltou, encontrou o seu abrigo em chamas, envolto em altas nuvens de fumaça.

Terrivelmente desesperado e revoltado, ele gritava chorando:

- "O pior aconteceu! Perdi tudo! Deus, por que fizeste isso comigo?"

Chorou tanto, que adormeceu profundamente cansado. No dia seguinte bem cedinho, foi despertado pelo som de um navio que se aproximava.

- "Viemos resgatá-lo", disseram.

- "Como souberam que eu estava aqui"? Perguntou ele.

- "Nós vimos o seu sinal de fumaça"!

É comum sentirmo-nos desencorajados e até desesperados quando as coisas vão mal.

Mas Deus age em nosso benefício, mesmo nos momentos de dor e sofrimento. Lembre-se, se algum dia o seu único abrigo estiver em chamas, esse pode ser o sinal de fumaça que fará chegar até você a Graça Divina.

Para cada pensamento negativo nosso Deus tem uma resposta positiva:

Você diz: "Isso é impossível"
Deus diz: "Tudo é possível" (Lc 18:27)

Você diz: "Eu já estou cansado"
Deus diz: "Eu te darei o repouso" (Mt 11:28-30)

Você diz: "Ninguém me ama de verdade"
Deus diz: "Eu te amo" (Jo 3:16; 13:34)

Você diz: "Não tenho condições"
Deus diz: "Minha graça é suficiente" (2 Co 12:9)

Você diz: "Não vejo saída"
Deus diz: "Eu guiarei teus passos" (Pv 3:5-6)

Você diz: "Eu não posso fazer"
Deus diz: "Você pode fazer tudo" (Fp 4:13)

Você diz: "Estou angustiado"
Deus diz: "Eu te livrarei da angústia" (Sl 90:15)

Você diz: "Não vale a pena"
Deus diz: "Tudo vale a pena" (Rm 8:28)

Você diz: "Eu não mereço perdão"
Deus diz: "Eu te perdôo" (I Jo 1:9 ; Rm 8:1)

Você diz: "Não vou conseguir"
Deus diz: "Eu suprirei todas as suas necessidades" (Fp 4:19)

Você diz: "Estou com medo"
Deus diz: "Eu não te dei um espírito de medo" (2 Tm 1:7 )

Você diz: "Estou sempre frustrado e preocupado"

Você diz: "Eu não tenho talento suficiente"
Deus diz: "Eu te dou sabedoria" (I Co 1:30)

Você diz: "Não tenho fé"
Deus diz: "Eu dei a cada um uma medida de fé" (Rm12:3)

Você diz: "Eu me sinto só e desamparado"
Deus diz: "Eu nunca te deixarei nem desampararei" (Hb 13:5)

A falta de temor a Deus e de um compromisso com o Senhor Jesus Cristo, tem levado a humanidade sob opressão avassaladora. Os problemas assolam o homem em todas as partes do mundo.

São Guerras, epidemias, calamidades, fome, enfermidade, desemprego, problemas de ordem social, familiar, financeiro, corrupção, violência, vícios que afetam e destroem o ser que Deus criou a sua imagem e semelhança.

A depressão, doença da alma, é a malignidade do século que oprime e consome a existência humana. As vítimas desse mal não sabem mais onde procurar a solução, onde encontrar uma saída para tantas situações emblemáticas.

A busca desesperada pelo prazer na bebida, droga, prostituição são alternativas para alguns tentar sair da insatisfação e ansiedade que sufoca e atormenta a alma humana.

A fuga é ilusória, o refúgio é momentâneo, a tentativa de preencher o vazio da alma é constante, mas não vamos encontrar o consolo espiritual nessas coisas perversas e vãs, porque o mundo não tem nada a oferecer que possa nos fortalecer espiritualmente.

Às vezes as circunstâncias são tão desfavoráveis que começamos a pensar que todas as portas se fecharam, sentimo-nos só, e como se estivéssemos no fundo de um poço, onde não há mais esperança porque as forças se esgotaram tudo se acabou.

Contudo, se em algum momento esse desespero invadir o seu coração, se você sentir a dor na alma e imaginar que não há mais saída, então é hora de olhar para cima e saber que o nosso socorro vem do Céu.

Esse é o momento exato para você refletir, e reconciliar com o Senhor teu Deus, e confiar que Ele fará uma obra extraordinária em sua vida, algo maravilhoso, que você é incapaz de imaginar a transformação que acontecerão na sua vida e sobre todos da sua casa.

Não estamos anunciando religião, porque religião não salva e não traz virtude alguma a alma humana, mas anunciamos um Cristo vivo, que morreu pelos nossos pecados, mas ressuscitou e levou sobre si as nossas dores, o Jesus Cristo que foi elevado ao Céu, está sentado à direita do Pai e por pecadores intercede.

Anunciamos a um Deus vivo, misericordiosos, que realiza até mesmo o impossível aos olhos do homem. Como está no livro dos Salmos Capitulo 46.1, Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.

Clama ao Senhor e Ele responder-te-á: Não temas meu filho, porque eu o amo e sou contigo, por onde quer que andares. O choro pode durar uma noite, mas a alegria virá pela manhã.

PORQUE ESSAS COISAS ACONTECEM

No princípio, criou Deus o homem, livre para viver num paraíso e gozar da abundância de bens, mas pela sua desobediência e conseqüente queda, a terra foi amaldiçoada e com isso vieram todos os desajustes que vivemos hoje. O homem ficou vulnerável as enfermidades, dores e aflições.

A fome, miséria, e angústia passaram a fazer parte do cotidiano, satanás teve domínio sobre o homem que passou a viver sob a maldição do pecado. De dominador passou a condição de escravo, satanás de posse do império da morte, passou a assolar e afligir a humanidade.

O homem, a maior obra das mãos de Deus sobre a terra, feito a sua imagem e semelhança. O amor de Deus por essa criatura é algo imensurável, Deus o trata como a menina dos seus olhos. O Senhor havia preparado um plano para restabelecer a sua reconciliação (Gn 3.15) ainda que para isso houvesse derramamento de sangue. Ofereceu o seu único filho em sacrifício, para resgatar o homem da maldição do pecado e lhe ofertar novamente a libertação e a vida eterna.

A exortação é um alerta para que estejamos atentos, satanás veio para matar, roubar e destruir, e ao contrário do que muitos imaginam, não surge de forma arrepiante, espalhando fogo por todos os lados.

Ele se infiltra sutilmente de forma dissimulada, aparentando uma fruta boa para se comer, agradável aos olhos, desejável, mas não deixa transparecer que aquela fruta com aparência agradável, é uma armadilha peçonhenta que levará a morte, não só a morte da carne, mas, sobretudo a morte do espírito, e muitos, por não vigiar, têm sido sucumbidos pela astúcia do diabo.

Por isso o Senhor Jesus alerta: Vigiar e orar para que sejais dignos de estar em pé, diante do filho de Deus.

NO MUNDO TEREIS AFLIÇÕES

No Evangelho do Senhor Jesus Cristo, Ele prediz os acontecimentos para os que amam e guardam os seus mandamentos, mas também nos conforta a permanecermos firme na fé e confiança no seu Poderoso nome, porque Ele é a nossa força e esperança, e não nos deixará abandonados na angústia. Vejamos:

Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.

Estando ainda convosco, vos predizíamos que havíamos de ser afligidos, como sucedeu, e vós o sabeis. Mas tudo isso vos farão por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou.

Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas, porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos aborrece. Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá.

No capítulo 5 da primeira carta universal de João, a palavra relata: Estas coisas vos escrevi, para que saibais que tendes a vida eterna e para que creiais no nome do Filho de Deus, porque o somos de Deus, mas o mundo está no maligno.

Mas Jesus Cristo é a nossa paz, pela cruz, reconciliou os povos com Deus, desfazendo a inimizade. Ele evangelizou a paz a vós que estáveis longe e aos que estavam perto.

Porque a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus, o qual se deu a si mesmo por nossos pecados, para nos livrar do presente século mau, segundo a vontade de Deus, nosso Pai.

Por esta razão irmãos somos consolados acerca de vós. Certamente que a salvação está perto daqueles que temem o Senhor. Vós, em toda a nossa aflição e necessidade, pela vossa fé,maior é o que está em vós do que o que está no mundo.

Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: A fé. Por isso, em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou.

JESUS CRISTO ALIVIA E LIBERTA TODA OPRESSÃO

Alegrai-vos amados, pela infinita longanimidade de Deus não estamos desamparados. Ele poderia ter abandonado o homem no pecado pela sua desobediência e rebeldia, mas não o fez, apesar da sua tristeza e indignação, Deus, não desistiu de lhe dar uma nova oportunidade para a salvação, ainda que para isso pagasse o mais alto preço com o sangue do seu próprio Filho, oferecendo assim a sua morte, para reconciliação do homem, pelo sangue de Cristo.

E, pela misericórdia do Senhor, coragem e sacrifício do seu Filho Jesus Cristo, hoje, Ele chama sobre si todas as nossas amarguras, angústias e tribulações.

E nos dá a confiança que está sempre conosco, e pela fé nos conforta e nos dá a certeza que seremos mais que vencedores. Pois o próprio Deus disse: Invoca-me no dia da sua angústia, eu te livrarei e tu me glorificarás (Sl 50.15).

E Jesus assume a responsabilidade de libertador, e declara: Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei (Mt 11.28).

Olhando Deus para o mundo não viu um justo, nenhum sequer; sendo necessário ofertar o seu próprio Filho em sacrifício vivo, para todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

E hoje, Ele chama para si as nossas angústias e dores, porquanto, pela cruz nos libertou e nos reconciliou com Deus, cravando no madeiro pecado do mundo inteiro, dando-nos a sua paz, a abundante graça e a esperança da vida eterna. Para nos privilegiar com tanta bondade pagou o mais alto preço, com o seu próprio sangue.

A Palavra nos dá o fortalecimento espiritualmente e nos exorta a confiar no Senhor, observemos: Que diremos, pois a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Quem nos separa do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que no amou.

Em I Co 10.13 vem o consolo do Senhor, que não permitirá que sejamos tentados acima daquilo que possamos suportar, e diz: Não veio sobre vós tentação, senão humana, mas fiel é Deus, que vos não deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar.

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna (Jo 3.16).

Jesus, o verdadeiro e fiel amigo deseja nos salvar para que na vida futura, possamos morar eternamente na casa do Pai eterno, pois Ele mesmo disse: Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim.

Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito, pois vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também.

O mesmo Senhor da paz vos dê sempre paz de toda maneira. E vos aperfeiçoe em toda boa obra, para fazerdes a sua vontade, operando em vós o que perante Ele é agradável por Cristo Jesus, ao qual seja glória para todo o sempre.

Que Deus nos abençoe e nos guarde em nome de Jesus. Amém!

Os cinco benefícios para quem habita no esconderijo do altíssimo

Por: Jânio Santos de Oliveira
Presbítero e professor de teologia da Igreja Assembléia de Deus Taquara - Duque de Caxias- Rio de Janeiro
janio-estudosteolgicos.blogspot.com




Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará.(Sl 91.1-11)

Meus amados e queridos irmãos em Cristo Jesus, a Paz do Senhor!

O Salmos 91 tem sido usado como amuleto por diversas pessoas de todos os segmentos religiosos; no entanto, devemos salientar que só podemos usufruir das bênçãos inseridas nele se de fato habitarmos na sombra do onipotente.

A propósito o estudo que se segue vai ser desenvolvido sobre a temática “sombra”.

Quando Deus coloca alguém na nossa vida para nos proteger, devemos aproveitar a oportunidade e crescer na sombra!

Vejamos agora os cinco benefícios para quem habita no esconderijo do altíssimo

1. Lugar de segurança:

Guarda-me como à menina do olho; esconde-me debaixo da sombra das tuas asas, (Sl 17.8)

Um abrigo no meio da estrada oferece descanso, proteção e esperança. Mas a Bíblia fala de uma proteção maior:

“Protege-me como à menina dos teus olhos; esconde-me à sombra das tuas asas.” A proteção divina aqui vai além, falando também sobre conforto, nutrição e calor.

É fácil enxergar a proteção que uma galinha oferece aos pintainhos abrigados debaixo das asas. Esta é a figura usada pelo salmista para descrever a profunda necessidade que todos temos desde o momento em que fomos concebidos: a carência de acolhimento.

Os bebezinhos se aconchegam prazerosamente nos braços de seus pais. E, verdade seja dita, os pais também experimentam grande prazer em oferecer a eles esse tipo de conforto e proteção.

Quando pensamos no abraço protetor de Deus, nosso Pai amoroso, devemos lembrar que todos os que o buscarem poderão encontrar refúgio à sombra de suas asas (Sl 36.7). Não importa se ricos ou pobres, solitários ou não, se emocionalmente equilibrados ou fragilizados – o supremo governante do universo está pronto a oferecer-lhes seu abraço acolhedor como Pai amoroso.

2. Lugar de passagem: O homem é semelhante à vaidade; os seus dias são como a sombra que passa. (Sl 144.4)

A Bíblia contém muitas advertências a respeito da brevidade da vida. É por isto que HOJE é o dia para os descrentes serem salvos e o dia para os crentes servirem ao Senhor.

"Amanhã é o dia quando os preguiçosos trabalharão e os tolos se arrependerão. Amanhã é o hoje de Satanás; ele não dá à mínima importância as quais boas resoluções você tome, se apenas você se determine a deixá-las para amanhã."

“Porque somos estranhos diante de ti e peregrinos como todos os nossos pais; como a SOMBRA, são os nossos dias sobre a terra, e não há outra esperança.” (1Cr 29.15)

“Os meus dias são mais velozes do que a LANÇADEIRA DO TECELÃO e perecem sem esperança. Lembra-te de que a minha vida é como o VENTO; os meus olhos não tornarão a ver o bem. Os olhos dos que agora me vêem não me verão mais; os teus olhos estarão sobre mim, mas não serei mais. Tal como a NUVEM se desfaz e passa aquele que desce à sepultura nunca tornará a subir.” (Jó 7.6-9)

“Porque nós somos de ontem e nada sabemos; porquanto nossos dias sobre a terra são como a SOMBRA.” (Jó 8.9)

“E os meus dias são mais velozes do que um CORREDOR; fugiram e nunca viram o bem. Passa como NAVIOS VELOZES, como ÁGUIA que se lança à comida.” (Jó 9.25-26)

“Sai como a FLOR e se seca; foge também como a SOMBRA e não permanece.” (Jó 14.2)

“Pois todos os nossos dias vão passando na tua indignação; acabam-se os nossos anos como um CONTO LIGEIRO.” (Sl 90.9)

“Porque o homem, são seus dias como a ERVA; como a flor do campo, assim floresce; pois, passando por ela o vento, logo se vai, e o seu lugar não conhece mais.” (Sl 103.15-16)

“O homem é semelhante à vaidade; os seus dias são como a SOMBRA que passa.” (Sl 144.4)

“Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque que é a vossa vida? É um VAPOR que aparece por um pouco e depois se desvanece.” (Tg 4.14)

3. Lugar de abrigo: E haverá um tabernáculo para sombra contra o calor do dia; e para refúgio e esconderijo contra a tempestade e a chuva. (Is 3:6)

Abrigo no Tabernáculo
Lemos no Salmo 61:4: “Assista eu no teu tabernáculo, para sempre; no esconderijo das tuas asas, eu me abrigo.”

A primeira coisa que percebemos como reflexo já de outra ocorrência nos Salmos 27:4, é o desejo do salmista em estar constantemente no templo do Senhor, no Seu tabernáculo. Quantas vezes nos sentimos desanimados para ir ao que hoje conhecemos como templo, nossa igreja, seja ela grande ou pequena, de mármore ou de taipa? Contudo, é nestas reuniões que Deus se encontra com Seu povo.

Deveríamos valorizar mais as oportunidades que temos de nos encontrar em nossas casas de culto. Enquanto nossos irmãos na Índia e em outros países asiáticas se reúnem embaixo de árvores, ao ar livre, e, por causa da cultura, são ridicularizados por fazê-lo, nós, que temos, na grande maioria das vezes, bons templos, nos eximimos de participar da adoração pública.

Além disso, temos uma mensagem muito bonita que percebemos pela composição poética deste verso. Ao contrário da poesia ocidental, na qual um dos mecanismos mais admirados é a rima, na poesia hebraica, temos um mecanismo chamado paralelismo.

Grande parte dos versos dos salmos e dos provérbios utiliza esse dispositivo: a primeira declaração do verso é paralela à segunda declaração do verso. Em Salmo 61:4, assistir no tabernáculo é paralelo, é equalizado, com o “esconderijo das tuas asas.” Em outras palavras, estar no tabernáculo é estar sob a proteção de Deus.

Davi, aqui, se refere ao tabernáculo erigido por Moisés, que ainda estava em operação em seus dias. Ao cultuar a Deus na tenda da congregação, Davi se sentia seguro. Hoje, nós não olhamos mais para o santuário terrestre erigido por Moisés. Pela fé, nós chegamos ao santo dos santos do santuário celestial.

Ao contemplarmos o santuário celeste, temos a segurança sob as asas da graça de Deus. Não tememos o futuro, as investidas satânicas, nossa natureza má e pecaminosa, pois “temos um advogado junto ao Pai” (1 Jo 2:1).

E ainda mais. Quando estudamos o tabernáculo, quando o “assistimos”, nós somos defendidos contra os ventos de heresias e firmamos nossa fé no fundamento inabalável da Palavra de Deus.

Nós não nos abrigamos num esconderijo vacilante, mas nas Sagradas Escrituras e na segurança da obra de Cristo em nosso favor no Céu. Olhamos para um Advogado vivo, que pode nos cobrir com Suas asas de justiça.

4. Lugar de esperança: Para iluminar aos que estão assentados em trevas e na sombra da morte; A fim de dirigir os nossos pés pelo caminho da paz. (Lc 1:79)

a) Em Juízes 6:23 - Porém o SENHOR lhe disse: Paz seja contigo; não temas; não morrerás. A paz do Senhor é contigo, não te deixa, não te abandona em nenhum momento.

b) (Jz 6.24) Então Gideão edificou ali um altar ao SENHOR, e chamou-lhe: O SENHOR É PAZ; e ainda até o dia de hoje está em Ofra dos abiezritas. Essa paz que Ele promete é sua própria presença em nossas vidas pois ele é a paz.

c) (I Sm 1.17) Então respondeu Eli: Vai em paz; e o Deus de Israel te conceda a petição que lhe fizeste. Se você anda na paz, ou seja, na presença do Senhor, tudo que você pedir a Ele te dará.

d) (Sl 4.8) Em paz também me deitarei e dormirei, porque só tu, SENHOR, me fazes habitar em segurança. A paz do Senhor nos dá um sono tranqüilo, e nos livra de nossos inimigos.

e) (Sl 29.11) O SENHOR dará força ao seu povo; o SENHOR abençoará o seu povo com paz. Percebemos aqui que a paz é uma benção que vem de Deus para nós.

f) (Sl 34.14) Aparta-te do mal, e faze o bem; procura a paz, e segue-a. A paz do Senhor deve ser procurada e seguida, e a palavra de Deus garante que aquele que busca encontra, se você procurar a paz do Senhor, você a encontrará, pois Deus a revelará a você.

g) (Is 9.6) Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. A paz do Senhor tem um príncipe, Jesus, que nos dá paz em abundância.

h) (Lc 1.79) Para iluminar aos que estão assentados em trevas e na sombra da morte; A fim de dirigir os nossos pés pelo caminho da paz. A paz do Senhor é um caminho, quer seguir pelo caminho da paz? Siga a Jesus!

i) (Lc 10.5) E, em qualquer casa onde entrardes, dizei primeiro: Paz seja nesta casa. A paz do Senhor entra na casa daquele que permite a pregação da palavra do Senhor em seu lar, não invade, entra pela nossa permissão e faz toda diferença, desde quando busquei esta paz para mim que não sou mais a mesma pessoa.

j) (Jo 14.27) Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize. Vivo em paz porque ela não foi conquistada pela morte de milhares de homens em combate, mas por Jesus Cristo nosso Senhor, Ele deixou sua paz para nós, acredite, ela está com você.

O Senhor nos falou, para que entendamos e nos regozijemos no Espírito:

"Meu filho, não tenha medo, Eu estou contigo, você não vai perecer, pois Eu o Senhor teu Deus sou a tua paz. Eu estou te ouvindo, estou atento as tuas palavras, fala comigo, eu posso fazer tudo por ti.

Quando você estiver dormindo eu estarei acordado te guardando, quando você estiver deitado, eu estarei de pé ao teu lado, pois te amo. Por onde quer que andares eu te mostre um caminho reto, um caminho de paz para você seguir e receber a vitória.

“Não fique confuso, nem atormentado com as dificuldades desta vida, receba a minha paz no teu coração, na tua vida, na tua casa, na tua família, no teu casamento, em todas as áreas, ouça a minha voz, Ainda Existe Paz, ela está em Jesus Cristo”.

5 . Lugar de Salvação: Que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo. (Cl 2:17)

"porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo."

“Tudo isso” se refere às coisas como “comida e bebida, dia de festa, lua nova, e sábados” de v. 16. Paulo mostra que, embora estas coisas fizessem parte da expectativa de Deus para seu povo debaixo da lei, agora vivemos em outra época e estas coisas não pesam mais sobre nós.

A expressão “coisas que haviam de vir” não se refere a algo ainda no futuro do ponto de vista de Paulo e os Colossenses e sim dos seguidores de Deus que viviam debaixo da lei. Senão estas coisas não seriam “sombra” e sim, ainda realidade. Ou seja, as ordenanças como proibições de certas comidas ou a exigência de guardar certos dias ou datas pertenciam todos à sombra que era, sobretudo, da lei e, portanto do passado.

No AT isto ainda era futuro. Mas, agora, em Cristo, “as coisas que haviam de vir” já chegaram e os Cristãos em Cristo já vivem na época da realidade.
Os comentaristas divergem sobre o significado do “corpo de Cristo” aqui, mas, o sentido mais razoável é da própria Igreja e da presença real de Cristo entre nós. Paulo usa uma figura bastante comum. Como todo homem observa, há um contraste entre uma “sombra” e um “corpo”. A “sombra” traça apenas o perfil do corpo. A realidade é o próprio corpo.

O corpo de Cristo quer seja na forma da Igreja, ou da presença do Senhor entre nós é a realidade com a qual devemos nos importar agora. Antes que o “corpo” viesse havia apenas a “sombra”, ou seja, as ordenanças da lei que apontavam para Cristo. Mas, agora, temos a realidade do próprio Cristo, algo infinitamente melhor. Portanto, devemos deixar para trás as coisas da “sombra”, ou seja, as ordenanças e proibições, e nos contentar e focalizar na realidade que é Cristo Jesus.

Lei visava levar o homem, por meio de figuras materiais, ao entendimento de verdades espirituais. Todas as ordenanças e rituais eram uma grande e preciosa parábola preparando o povo para a realização dela (Hb 9: 6-14). Dessa forma, a Lei só pode ser compreendida se for considerada parte da realização da promessa, e sem ela não faz sentido algum.

Os profetas tiveram a missão de testemunhar ao povo sobre o verdadeiro espírito e objetivo da Lei, rejeitando o mero legalismo interior, apontando para o pecado do homem, bem como chamando para o arrependimento, anunciando juízo, e prometendo perdão e restauração com o advento do Messias na plenitude dos tempos (Is 1:1-18; 3: 1-4; 6; 8: 1-9; Jl 1-3; Gl 4:4).

Uma vez cumprida a missão, tendo-se completado o período determinado de espera, Deus envia seu Filho (Gl 4: 4-6), para resgatar todos aqueles que estavam desgarrados.

A espera da plenitude dos tempos tem a dupla função de ensinar o povo os objetivos descritos acima e preparar geográfica, política, religiosa e culturalmente o mundo para recepção e entendimento da mensagem eterna do Verbo encarnado.

Na época da encarnação, o ambiente geopolítico estava completamente centralizado em Roma, que dominava o mundo conhecido. Roma tinha aberto estradas e desbravado fronteiras até aos confins da terra de então, o que sem dúvida foi de grande serventia na disseminação missionária dos primeiros cristãos.

Culturalmente, a influência grega tinha legado ao mundo a estrutura lógica de pensamento filosófico, possibilitando o questionamento de velhas religiões e tradições se fundamentavam em crendices e superstições, o que sem dúvida permitiu o reconhecimento do pensamento cristão como algo que apela positivamente ao intelecto e fé humanas.

No aspecto religioso, os gentios estavam atolados na idolatria reinante (Rm 1:18) e cansados de rituais e ordenanças que não traziam nenhum alívio e paz interior, o que os preparou para receber com alegria a mensagem da salvação pela fé.

Quanto aos judeus estavam imersos no legalismo e farisaísmo (Rm 2:17), mas contudo havia ainda muitas pessoas, que a despeito da hipocrisia nacional, esperavam a Consolação de Israel (Lc 1:6; 2: 25; Jo 1:47).

Também o judaísmo, com suas sinagogas, havia se espalhado por toda a costa do Mediterrâneo, o que muito facilitou a pregação do evangelho pelos primeiros cristãos judeus, como Paulo (At 13:14; 14:1; 17: 1, 2).

Sim, foi no tempo pleno para apresentar ao mundo Seu Filho, que Deus o enviou. Nenhum período da história universal esteve tão preparado e maduro para receber as Boas Novas, quanto a época da manifestação do Filho de Deus aos homens.

A nossa segurança e refúgio é somente em Jesus Cristo. Ele é a nossa Segurança, nosso Onipotente, a Sombra que nos dá Descanso, debaixo de sua Sombra estamos sempre em segurança. Pois ELE é Nosso Escudo e Broquel. Amém!

As conseqüências de quem toca no ungido do Senhor

Por: Jânio Santos de Oliveira
Presbítero e professor de teologia da Igreja Assembléia de Deus Taquara - Duque de Caxias- Rio de Janeiro
janio-estudosteolgicos.blogspot.com



Meus amados e queridos irmãos em Cristo Jesus a Paz do Senhor!

Este assunto de profunda relevância para todos aqueles que se dizem ser servos de Deus, pois a língua acaba sempre falar coisas que vão ao encontro de Deus.
Todas as vezes que proferimos palavras de condenação contra aqueles que estão investidos de autoridade na casa do Senhor acabamos por atingir a sensibilidade dEle.

Nesta matéria vamos mostrar quais são as conseqüências de quem assim procede e o que devemos fazer para não cairmos nessa tentação.
Cada um de nós devemos obedecer aos nossos pastores Obedecer - Do latim "oboediscere" - 1. Sujeitar-se a vontade de; 2. Estar sob a autoridade de; estar sujeito; prestar vassalagem; 3. Não resistir, ceder; 4. Estar ou ficar sujeito a uma força ou influência. (Dicionário Aurélio). O cristão que quer ter vitória em sua vida, deve ter um comportamento de obediência em relação ao seu pastor. A obediência as autoridades eclesiásticas é tão significativo quanto orar e jejuar muito. O cristão que desobedece ao pastor, com atos de rebeldia, e não reflete nas regras das autoridades, é um cristão derrotado!

"Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil". (Hb 13:17)

O versículo acima nos mostra que a obediência ao pastor tem que ser algo imprescindível na vida do cristão.

E por várias razões se tem esse respeito ao líder da igreja: 1. Por ser uma pessoa escolhida por Deus para agir como cabeça, ou seja, para se ter a organização nos departamentos; 2. Pela maturidade do pastor, pois a sua experiência, muitas vezes, excede em muito a de um membro, por isso os conselhos do pastor são baseados no que ele já viu e/ou viveu; 3. Como visto no texto aos Hebreus, eles zelam pelas nossas almas, e irão dar conta de nós. Essa obediência também não deve ser de maneira hipócrita. Não se obedece à frente da autoridade, e depois, às ocultas, desabar em murmurações.

"Vós, servos, obedecei em tudo a vossos senhores segundo a carne, não servindo só na aparência, como para agradar aos homens, mas em simplicidade de coração, temendo a Deus". (Cl 3:22)

Note neste versículo que a obediência deve ser "temendo a Deus", e não temendo ao homem. Não se obedece ao pastor com medo do que o pastor pode fazer, mas se obedece ao pastor temendo a Deus. Deus a tudo vê e nada fica oculto aos seus olhos.

“Se alguém ensina alguma doutrina diversa, e não se conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, é soberbo, e nada sabe”. (1 Tm 6.3)

Mas toda essa obediência ao pastor, que é bíblica, não pode ser cega! Mas como assim cega? Veja bem, Deus jamais irá confundir a sua vida em nada. "Porque Deus não é Deus de confusão". (1 Co 14.33). Nenhuma ordem de nenhum líder pode ultrapassar a Bíblia Sagrada.

Há dois tipos de rebeldes. Há uns que afrontam a seu líder abertamente, com o dedo em riste; enquanto que há outros, que fazem a afronta veladamente, ou através de conversinhas nos bastidores da rebeldia e da difamação.

Datã, Coré e Abirão, e com eles mais duzentos e cinqüenta líderes bem conhecidos da comunidade, e que faziam parte do concílio, se levantaram em rebeldia e afrontaram aos ungidos Moisés e Arão.

Eles declararam que Moisés e Arão se consideravam acima da assembléia do Senhor, e assim, julgaram os homens de Deus.

Os rebeldes tocaram nos ungidos do Senhor e, por isso, pereceram. Foram destruídos eles, e todos os seus familiares. Nem os seus bens foram aproveitados, por estarem debaixo de maldição.
Moisés nos dá um grande ensino sobre como lidar com rebeldes.

A primeira atitude dele foi prostrar-se rosto em terra diante de Deus, em humilhação. Colocou-se sob o julgamento do Justo Juiz.

A segunda atitude que emitiu, foi erguer a voz, e confrontar os rebeldes na autoridade que Deus lhe houvera outorgado.

“Quando ouviu isso, Moisés prostrou-se, rosto em terra. Depois disse a Coré e a todos os seus seguidores: ‘Pela manhã o SENHOR mostrará quem lhe pertence e fará aproximar-se dele aquele que é santo, o homem a quem ele escolher.

Você, Coré, e todos os seus seguidores deverão fazer o seguinte: peguem incensários e amanhã coloquem neles fogo e incenso perante o Senhor. Quem o SENHOR escolher será o homem consagrado. Basta levitas!”(Nm.16:4-7).

Todo aquele que se levanta contra o ungido do Senhor, está se rebelando contra Deus que o ungiu. Moisés declarou diante deles:“É contra o SENHOR que você e todos os seus seguidores se ajuntaram! Quem é Arão, para que se queixem contra ele?”(Nm.16:11).
Quem toca no ungido toca na unção, e encontra-se com Deus irado à sua frente.

“Quando Coré reuniu todos os seus seguidores à entrada da Tenda do Encontro, incitando-os contra Moisés e Arão, a glória do SENHOR apareceu a toda a comunidade. E o Senhor disse a Moisés e a Arão: ‘Afastem-se dessa comunidade para que eu acabe com eles imediatamente’”.

E Moisés se colocou diante de Deus em intercessão pela comunidade. “Assim que Moisés acabou de dizer tudo isso, o chão debaixo deles fendeu-se e a terra abriu a sua boca e os engoliu juntamente com suas famílias, com todos os seguidores de Coré e com todos os seus bens. Desceram vivos à sepultura, com tudo o que possuíam; a terra fechou-se sobre eles e pereceram, desaparecendo do meio da assembléia. Então veio fogo da parte do SENHOR e consumiu os duzentos e cinqüenta homens que ofereciam incenso”(Nm.16:19-21,31-33,35).

Rebelião é operação do espírito de feitiçaria. Tanto faz rebelar-se, quanto praticar magia-negra é tudo a mesma coisa. É operar debaixo do governo de demônios.

Todo rebelde está enfeitiçado. Há um espírito de feitiçaria operando sobre ele. Está tão dopado, quanto um toxicômano em êxtase. Está fora de si.

Todos os que estão investidos de autoridade são ungidos, porque o princípio de autoridade emana de Deus. Isto é tão sério, que todos haverão de prestar contas a Deus pelo quanto de autoridade delegada receberam. Logo, rebelar-se é pecar.

Repreendendo ao rei Saul sobre a sua desobediência, o profeta Samuel declarou:

“Acaso tem o SENHOR tanto prazer em holocaustos e em sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra? A obediência é melhor do que o sacrifício, e a submissão são melhores do que a gordura de carneiros. Pois a rebeldia é como o pecado da feitiçaria, e a arrogância como o mal da idolatria”(1Sm.15:22,23).

Absalão rebelou-se contra seu pai Davi e tentou usurpar-lhe o trono. Tocou no ungido do Senhor, e foi violentamente destruído.

“... Tomou três dardos, e traspassou com eles o coração de Absalão, estando ele ainda vivo no meio do carvalho. Cercaram-no dez jovens, que levavam as armas de Joabe, e feriram a Absalão, e o mataram”. (2sm.18:14,15)

Veja as conseqüências do tocar em um ungido

• ESTERILIDADE

A esterilidade pode acontecer em diversas áreas. Pode dar-se em forma de pobreza emocional, ou em forma de relacionamentos frágeis tanto com familiares, quanto com as demais pessoas, ou também em forma de esterilidade financeira, e até espiritual. Mas pode dar-se também no aspecto físico.

Como vimos, Mical a esposa do rei profeta Davi tocou em seu esposo através das seguintes atitudes:

Primeiro, através de ciúme que expressou a sua desconfiança no esposo, quando da janela ficou indignada pelo fato do rei estar cantando e dançando no meio da rua, com muita liberdade, ante as mulheres da cidade.

Segundo, quando o desprezou em seu coração, como se ele fosse um cidadão qualquer de categoria pervertida. Terceiro, quando o afrontou através de palavras difamatórias.

O resultado de tais atitudes foi que ela passou a estar debaixo da maldição de esterilidade física, não podendo procriar.

O relato bíblico deste fato diz:
“E até o dia de sua morte, Mical, filha de Saul, jamais teve filhos”(2Sm.6:23).

• MORTE.

Absalão o filho de Davi que tentou usurpar-lhe o trono, e o perseguiu para matá-lo, foi assassinado pelo comandante Joabe e pelos soldados da sua guarda pessoal.

O jovem amalequita que se apresentou a Davi como o matador do rei Saul, foi morto por ordem de Davi, sob o argumento de ele ter tocado no ungido do Senhor.

Coré, Datã, Abirão e os seus duzentos e cinqüenta seguidores foram todos mortos numa ação direta de Deus, por terem atingido aos ungidos do Senhor.

Deus é taxativo em relação à rebeldia, quando diz que “Quem agir com rebeldia contra o juiz ou contra o sacerdote que ali estiver no serviço do SENHOR, terá que ser morto. Eliminem o mal do meio de Israel” (Dt. 17:12,13).

A morte pode vir em formas diversas, mas sempre culminará com a morte física do agressor da unção, e geralmente de forma brusca, ou através de enfermidades violentas, ou muito sofridas.

Deus leva a sério a questão do tocar no ungido e na unção que repousa sobre ele. Unção e ungido são algo muito sério e delicado. Não se pode brincar com ela.

• Quem toca no ungido é como tocar na menina dos olhos de Deus.

O Salmo 17 é um lamento que Davi faz a Deus e neste lamento, Davi apresenta as provas de sua retidão e pede a Deus que o proteja dos seus inimigos Em sua criatividade poética, Davi apela para que Deus o proteja como “a menina dos seus olhos” A pupila do olho é símbolo do que é mais sensível e precioso na vida de uma pessoa;

Por isso, Davi usa uma expressão proverbial e metafórica que fala de visão, de iluminação, de algo reflexível, e neste Salmo, Davi apela para a proteção e cuidado especial da parte de Deus Ao orar a Deus dessa forma precisamos considerar o pano de fundo da história que Davi estava vivenciando quando fez esse lamento.

O contexto histórico do momento que Davi estava vivendo nos mostra ingredientes de inveja, ciúme, porfia, ódio e rancor destilados contra a sua vida pelo Rei Saul; Saul estava dominado por sentimentos negativos de desolação e solidão, tanto da parte de Deus quanto da parte dos súditos do Reino de Israel O Rei achava que Davi era uma ameaça ao seu trono por isso o perseguia dia e noite para matá-lo;

Davi, temente a Deus e não querendo tocar no Ungido do Senhor abre sua alma em desespero perante Deus e exprime sua ansiedade; A despeito de tudo, Davi tinha a certeza de que Deus estava vendo tudo àquilo por que passava;

Aprenderemos neste Salmo de Davi como confrontar os inimigos de nossa alma que nos atacam para ferirem nossos sentimentos e para nos afastar de Deus. Aprenderemos com Davi neste Salmo como lidar com as mágoas, com as calúnias, com as mentiras e os dissabores que procuram afastar-nos do cuidado paterno de Deus.

Assim como “a menina dos olhos” é protegida pelas pálpebras, assim o Senhor nos protege, nos guarda e nos ensina a reagir contra as ameaças que podem ferir a nossa fé em Deus Neste Salmo, Davi expõe sua sensibilidade perante Deus e nos ensina como orar ao Pai Celestial quando se está carente e necessitado de ajuda e refúgio espiritual

• Em primeiro lugar, ele apresenta seu desejo de ser ouvido por Deus– vv..1-5

• Em segundo lugar, ele faz sua oração pedindo a proteção de Deus– vv. 6-12

• Em terceiro lugar, ele clama a Deus por libertação – vv. 13-17 Não há nada mais confortante do que a certeza de que orando seremos ouvidos pelo Senhor; Por isso, Davi escancara seu coração perante o Senhor e apresenta seu profundo e desesperado desejo de ser ouvido pelo Senhor

I – SEU DESEJO DE SER OUVIDO – VV.

1-5 Quando Davi escreveu este Salmo encontrava-se sob o ataque dos homens de Saul para matá-lo e tirá-lo do caminho do Trono de Israel Por causa do ciúme neurótico do rei Saul, Davi foi forçado a viver fugindo, para evitar o confronto pessoal Saul estava cheio de pânico e de ódio contra Davi por causa da popularidade de Davi no meio do povo;

Embora Davi se mantivesse fiel ao Rei e evitasse pecar contra a autoridade do Rei, a inveja de Saul havia chegado a um grau de intensidade que Davi não teve alternativas, senão fugir para evitar o confronto Foi numa daquelas noites de insônia e angustia de alma que Davi fez esse Salmo e orou com todas as suas forças para que Deus o protegesse daquela perseguição Davi tinha, até então, consciência de sua inocência perante o rei e perante Deus;

Sentia-se magoado pelas calúnias de que quisesse matar o rei e quisesse tomar-lhe o Trono, Por isso, Davi apela a Deus e exonera-se daquela acusação Ele pediu a intervenção do Senhor em seu favor porque sabia que não poderia jamais ocultar qualquer pecado que cometesse em sua vida perante Deus Quando Davi usa a palavra clamor, a exclamação denota “um grito agudo” do coração de quem tinha a certeza de que não havia pecado Davi havia examinado a si mesmo aos olhos penetrantes do Senhor e pediu por misericórdia; pediu por uma intervenção capaz de dar-lhe segurança Não havia no coração de Davi qualquer sentimento de impecabilidade, porque ele sabia, nenhuma justiça sua era perfeita;
Mas Davi entendia que o “senso de justiça de Deus” é perfeito e que Ele Age com eqüidade; Jamais a justiça divina se equivale a justiça humana, e nem sempre a retribuição de Deus satisfaz o nosso senso de justiça, porque ele não faz o que queremos, mas coloca todas as coisas nos seus devidos lugares.

Quantos de nós somos caluniados, maltratados, julgados mal indevidamente, e nos tornamos vitimas da maldade de pessoas inescrupulosas. Quantos de nós somos magoados e convivemos, às vezes, com cicatrizes profundas, tornando-nos prisioneiros de nossos sentimentos feridos

Mas Davi nos ensina a nos libertar desses sentimentos e a desfazermos as cicatrizes nos colocando sob o cuidado protetor de Deus; Existem muitas pessoas aqui na igreja em situação mal resolvida, que reagem de modo exagerado por causa de recordações não resolvidas II –

SUA ORAÇAO PEDINDO PROTEÇÃO – VV.6- 12 Nesta parte da oração, Davi reconhece a soberania de Deus e sabe que Deus é Deus de maravilhas; Davi sabe que Deus é capaz de fazer coisas impossíveis aos homens; Davi sabe que os sentimentos de Deus não são vulneráveis como os sentimentos dos homens;

É aqui nesta parte de sua oração que Davi apela para algo muito mais profundo que o simples pedido de proteção – Davi descobre um modo de ajuda divina apelando para uma figura antropomórfica, ou seja, algo típico dos homens que ele refere-se a Deus

Quando ilustra com a figura da “menina dos olhos de Deus”, Davi estava, na verdade, pedindo a Deus que sua vida fosse guardada do mesmo modo como “a pupila dos olhos” é protegida pelas pálpebras.

É interessante sabermos que a “menina dos olhos” refere-se a um “orifício que fica no centro da íris do olho, que, ao se contrair ou dilatar, regula a quantidade de luz que penetra no olho” Quando Davi utiliza essa figura sabia muito bem que, se ferida ou atingida “a pupila do olho” a cegueira seria inevitável Davi estava cercado por inimigos que queriam a sua destruição por causa do Reino de Israel;

Esses inimigos tinha “lábios enganosos” que mentiam a seu respeito; que caluniavam e oprimiam a sua vida com ameaças constantes;

Davi descobriu que nenhum outro socorro seria mais eficaz que o socorro que vem do Senhor A reação natural do “piscar dos olhos” é uma forma de proteger os olhos de serem atingidos por coisas de fora Quando Davi apela para esse tipo de proteção de Deus, ele sabia que “o tocar nos servos de Deus é como tocar a menina do olho de Deus”, como está escrito em Zacarias 2.8: “aquele que tocar em vós toca na menina do seu olho” Existe um fato acerca da pupila do olho que deve chamar a nossa atenção;

A palavra pupila vem do latim e significa: menina, boneca e ela ( a pupila) reflete a imagem da pessoa que fica em frente Quando nos chegamos para Deus podemos ver o nosso reflexo nos olhos de Deus;

Vemos a nossa imagem refletida na “menina dos olhos de Deus”, do jeito que somos e como estamos perante Ele, e isto nos dá confiança do cuidado que Ele tem para conosco Depois da importância da “proteção”, a segunda maior importância que “a menina dos olhos de Deus” nos dá é a “intimidade com quem é refletida nos seus olhos” “intimidade” com Deus no modo como nos vemos Nele; Perto do final da vida, Moisés conclamou ao povo de Israel que louvasse ao Senhor por seu cuidado constante e falou ao povo num cântico inspirado: Dt 32.9.10

Quando olhamos bem de perto nos olhos de alguém, vemos a nossa própria imagem; Se estamos bem perto da pessoa, vemos o nosso próprio reflexo; Se o nosso relacionamento com Deus é distante, a possibilidade de restauração também é distante –

Se tivermos um relacionamento íntimo com Deus veremos o nosso reflexo nos olhos de Deus A Bíblia declara que os olhos de Deus são como “chama de fogo” que penetram todas as coisas; Quando nos chegamos para Ele, seus olhos revelam tudo o que somos; nada fica obscuro -Davi queria se sentir na intimidade da pupila dos olhos de Deus;

Davi queria se ver refletido nos olhos de Deus para ter a segurança de que estaria protegido por Ele Se você está distante de Deus e sua vida está mergulhada na angústia, Saiba que Deus não perdeu você de vista; Ele espera que você se aproxime e se veja refletido nos seus olhos, como Alguém que cuida de você e deseja livrá-lo do sofrimento.

Que Deus nos abençoe e nos guarde em nome de Jesus.

As oito portas que Deus abre para o Cristão

Por: Jânio Santos de Oliveira
Presbítero e professor de teologia da Igreja Assembléia de Deus Taquara - Duque de Caxias- Rio de Janeiro
jsoliveiraconstrucao@bol.com.br



(V.7) E ao anjo da igreja que está em Filadélfia escreve: Isto diz o que é santo, o que é verdadeiro, o que tem a chave de Davi; o que abre, e ninguém fecha; e fecha, e ninguém abre:

(V.8) Conheço as tuas obras; eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar; tendo pouca força, guardaste a minha palavra, e não negaste o meu nome. (Ap 3.7, 8)

A porta aberta do presente texto, profeticamente falando, refere-se à era missionária da igreja, que começou nos fins do século XVIII e que chega até os nossos próprios dias.

Essa porta aberta talvez ofereça uma oportunidade incomum para a pregação do Evangelho.

O ato de abrir uma porta é uma das mais sugestivas figuras simbólicas de linguagem humana.

Horizontes mais vastos, vistas mais amplas, visões mais profundas, maiores possibilidades de sucesso, livramentos, ar puro e nova vida.

Uma porta é sempre uma porta.

Ela sugere a entrada que dá acesso a algum lugar.

E permite a saída, também. Porta também significa tipologicamente, solução para alguma coisa.

Quantas vezes ouvimos alguém, orando a Deus, ou pedindo orações para que Ele abra uma porta.

É o anseio do coração para ter a solução de um problema. Mas existe uma porta, que é muito complexa.

Diante dela, o Senhor Jesus diz, no Apocalipse: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e com ele cearei, e ele, comigo” (Ap 3.20).

Essa porta é a mais complicada de todas as portas que há no mundo. Na maioria das pessoas, na Terra, ela não se abre com facilidade para Deus.

Ela quase sempre está fechada para Jesus. No texto citado, Jesus se dirigia à igreja de Laodicéia, a igreja morna, que tinha a fachada de rica, próspera, mas, para Deus, não passava de “miserável, pobre, cega e nua”.

Mas a porta dela estava fechada para Jesus. O Senhor, o bondoso nazareno, o Salvador, o Cristo que morreu na Cruz do Calvário, estava do lado de fora, batendo, batendo. Sem ser atendido.

Neste estudo estaremos destacando “As oito portas que Deus abre para o Cristão”.

Vejamos:

1. Porta da Salvação. (Jo 10. 9a).

Jesus é a única porta da salvação, não há salvação senão por Ele. (At 4.12). Jesus é a porta da salvação de Deus para nós. (Mt 7.13,14; Lc 13.24). Jesus é única à porta que leva á vida eterna.

2. Porta da Libertação. (Jo 10. 9b).

Jesus é a única porta (verdade) para a libertação de quem está cativo no pecado.

A Escritura Sagrada diz:

- “e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (Jo 8.32).

- “Se, pois o Filho vos libertar, verdadeiramente, sereis livres.” (Jo 8.36).

3. Porta da Proteção. (Jo 10. 7).

No aprisco, o pastor desempenha a função de uma porta, fazendo com que, por seu intermédio, as ovelhas entrem e sejam protegidas. Ele oferece o acesso à segurança e à proteção. Cristo é o nosso protetor.

4. Porta da Provisão. (Jo 10. 9c).

Sendo Ele o doador da vida é também Aquele que a sustenta. Podemos confiar que Deus sempre atenderá às nossas necessidades materiais e espirituais. Ele sempre proverá tudo àquilo de que precisarmos em nossa vida. O suprimento de Deus é abundantemente rico e glorioso. (Fl 4.19).

Esforçamo-nos arduamente para entrar pela porta estreita e segui-lo, porque desejamos sinceramente conhecer Jesus pessoalmente, a qualquer custo. Não ousemos adiar esta decisão, porque a porta da graça não ficará aberta para sempre!

5. DEUS ABRE A PORTA DOS CÉUS

Deus abriu a porta dos céus para que o homem pudesse chegar a Ele. Jacó sonhou: E eis posta na terra uma escada cujo topo atingia o céu; e os anjos de Deus subiam e desciam por ela (Gn 28.12). Despertando Jacó do seu sono declarou: Na verdade o Senhor está neste lugar, e eu não o sabia.

E, temendo, disse: Quão temível é este lugar! É a casa de Deus, a porta dos céus (Gn 28.16-17). Esta porta aberta nos céus é um tipo de Jesus.

Ele é a porta que Deus abriu para que entrássemos à sua presença. Jesus disse a Natanael: Em verdade, em verdade vos digo que vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem (Jo 1.51).

Jesus é a porta que nos dá acesso à vida eterna, o caminho que nos leva a Deus. Disse Jesus: Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará, e sairá e achará pastagem (Jo 10.9).

6. DEUS ABRE A PORTA DOS CORAÇÕES

Cada pessoa tem uma porta espiritual de entrada. A palavra de Deus quando pregada é dirigida e captada pela mente, trabalha com as emoções e afeta a vontade ou volição. Deus é quem abre a porta dos corações dos incrédulos para que eles recebam a salvação.

Foi o que aconteceu com Lídia: Certa mulher chamada Lídia, da cidade de Tiatira, vendedora de Púrpura, temente a Deus, nos escutava; o Senhor lhe abriu o coração para atender às cousas que Paulo dizia (At 16.14).

A expressão o Senhor lhe abriu o coração indica que Deus arrebentou as fechaduras da incredulidade e as trancas da morte espiritual, trazendo-lhe vida. ( At 11.18; 2Co 4.6;)

Como Deus abre a porta dos corações? Deus abre a porta do coração dos incrédulos no momento da conversão, por meio da ação soberana do Espírito Santo. Ele é quem produz a regeneração e o novo nascimento. Ele tira o coração de pedra e coloca um coração de carne (Ez 36.26-27; Jo 3.1-8; Tt 3.4-7).

7. DEUS ABRE A PORTA DAS PRISÕES

Sempre que o povo de Deus foi perseguido, com prisões e encarceramentos, o Senhor providenciou libertação e abriu grades. O livro de Atos registra alguns exemplos.

O primeiro exemplo está registrado em Atos 5.17-32. Os saduceus, movidos pela inveja, prenderam os apóstolos em uma cadeia pública.

Deus, porém, os libertou: Mas, de noite, um anjo do Senhor abriu as portas do cárcere e, conduzindo-os para fora, lhes disse: Ide e, apresentando-vos no templo, dizei ao povo todas as palavras desta Vida (At 5.19-20).

O segundo exemplo encontra-se em Atos 12. Herodes resolveu prender e maltratar os líderes da igreja.

Ele matou a Tiago e mantinha Pedro na prisão com o objetivo também de lhe matar. Deus envia um anjo para libertar Pedro da prisão e da morte: Depois de terem passado a primeira e a segunda sentinela, chegaram ao portão de ferro que dava para a cidade, o qual se lhes abriu automaticamente; e, saindo, enveredaram por uma rua, e logo adiante o anjo se apartou dele (At 12.10).

O terceiro exemplo aparece em Atos 16. Paulo e Silas foram açoitados e presos injustamente, por pregarem o evangelho, em Filipos.

Na cadeia, com os pés presos ao tronco, eles oravam e cantavam louvores a Deus.

De repente, sobreveio tamanho terremoto, que sacudiu os alicerces da prisão; abriram-se todas as portas, e soltaram-se as cadeias de todos (At 16.26).

Este três exemplos revelam que o nosso Deus liberta o seu povo de todas as prisões e cadeias, que tentam impedir o avanço do evangelho e da pregação da Palavra. Ninguém segura ou prende o servo de Deus, em missão.

Mais muitas de nossas cadeias não são prisões ou presídios; E sim

• Nossas vontades

Deseja fazer algo que não e a Vontade de Deus

• Nossos desejos

Deseja ter algo que não é o desejo de Deus

• Nossos vícios

Tem vícios que trazem uma falsa felicidade

• Nossos relacionamentos

• Nossos amigos

Amizades que só nos procuram quando querem alguma coisa ou nos fazem acreditar que o mundo é melhor.

• Nossos sonhos que não revelam realmente os sonhos de Deus

8. DEUS ABRE A PORTA PARA A PREGAÇÃO

Deus abre oportunidades para pregação do Evangelho. Esta era a convicção de Paulo: Suplicai, ao mesmo tempo, também por nós, para que Deus nos abra porta à palavra, a fim de falarmos do mistério de Cristo, pelo qual também estou algemado; para que eu o manifeste, como devo fazer (Cl 4.3-4).

No final da primeira viagem missionária, Barnabé e Paulo relataram à igreja em Antioquia sobre o que Deus tinha feito: Ali chegados, reunida a igreja, relataram quantas cousas fizera Deus com eles e como abrira aos gentios a porta da fé (At 14.27).

A porta aberta aqui é o acesso dos gentios a salvação pela fé e a inclusão dos mesmos no corpo de Cristo, a igreja.

Em 1 Corinthians 16:8-9 Quando escreveu aos crentes de Corinto, Paulo explica o seu itinerário ou o seu plano de viagem e trabalho: Ficarei, porém, em Éfeso até ao Pentecostes; porque uma porta grande e oportuna para o trabalho se me abriu; e há muitos adversários (1 Co 16.8-9).

Aqui a porta aberta é um conjunto de circunstancias favorável para se realizar o trabalho de Deus, fruto da providência divina.

Paulo usa este termo como o mesmo sentindo em 2 Coríntios 2.12: Ora, quando cheguei a Trôade para pregar o evangelho de Cristo, e uma porta se me abriu no Senhor, não tive, contudo, tranqüilidade no meu espírito, porque não encontrei o meu irmão Tito; por isso, despedindo-me deles, parti para a Macedônia

Deus abre portas para pregação do evangelho e plantação de novas igrejas. Deus cria oportunidades com pessoas, lares e empresas que facilitam a evangelização. Como é que Deus faz isto? Ele faz isto de forma soberana, pois ele está no controle da sua obra (At 16.6-10). Ele faz isto respondendo a oração dos que pedem (At 13.1-3)

E como Deus quer abrir portas para nós Precisamos entender que muitas estão fechadas esperando que nós contatemos o chaveiro celestial para abri-las. Paulo sabia e contava com tais serviços

Foram-lhe abertos seus olhos depois de três dias, após ter uma experiência com Jesus.
Paulo sabia realmente que contava com este poder.

Paulo pede aos irmãos que orem por ele, a fim de que Deus possa abrir portas para a pregação do Evangelho.

Suplicai, ao mesmo tempo, também por nós, para que Deus nos abra porta à palavra, a fim de falarmos do mistério de Cristo, pelo qual também estou algemado; para que eu o manifeste, como devo fazer (Cl 4.3-4).

Também peço aos irmãos que orem por mim, afim que Deus possa abrir portas para pregação do evangelho. Este conceito de abrir portas está presente em toda A Bíblia,

Reforçando a idéia de que temos um Deus que nos oferece soluções,

Principalmente, nos momentos mais difíceis da vida.

E também em momentos que pedimos suas direções.

O Deus da bíblia é o Deus que abre portas.

Ele e o Rei dos chaveiros.

Ele cria acessos, franqueia oportunidades e abre portas de emergências.

Amados quais as portas em sua via que ainda estão fechadas?

Quais estão impedindo você de ter acesso a Deus

• Inveja

• Ganância

• Cobiça

• Discórdia

• Soberba

• Orgulho

Ou tantas outras!

Deus quer abrir as portas do Céu para você

Deus quer se mostrar Deus em sua vida

Essa é uma promessa de Deus para você

Ele quer abrir todas as portas dos Céus

Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa; porventura diria Ele, e não o faria? Ou falaria, e não o confirmaria? Nm 23:19

Se cochilarmos, não aproveitando as oportunidades agora, correremos o risco de termos o terreno enxertado de joio pelo astuto inimigo (Mt 13.25,39), que não mede esforços para roubar a semente plantada nos corações dos homens (Mt 13.19).

Todavia, louvamos ao Senhor, que tem levantado verdadeiro exército de jovens dispostos e valorosos para abrir portas, mediante a pregação do Evangelho. Sobre esses obreiros recai a responsabilidade de dar continuidade ao trabalho dos pioneiros. O bom obreiro é aquele que abre portas, não aquele que as fecha.

Concluímos dizendo que o mesmo Deus que abre portas é o mesmo que fecha. Ao anjo da igreja em Filadélfia escreve: estas cousas diz o Santo, o Verdadeiro, Aquele que tem a chave de Davi, que abre e ninguém fechará, e fecha, e ninguém abrirá. Conheço as tuas obras – eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, a qual ninguém pode fechar. (Ap 3.7-8).

A porta que Deus abre ninguém fecha e a porta que ele fecha ninguém abre. Que Deus nos abençoe em nome de Jesus, amém!

As prioridades do cristão

Por: Jânio Santos de Oliveira
Presbítero e professor de teologia da Igreja Assembléia de Deus Taquara - Duque de Caxias- Rio de Janeiro
devocionaisdoprebjaniosdeoliveira.blogspot.com/




Cada vez mais as coisas estão mais aceleradas, porque o tempo passa mais rápido. A vida está mais agitada. Muitas vezes as agendas estão tão cheias de ocupações que o cristão corre o risco de se descuidar da leitura da Biblia e da oração.

Pela manhã corre para não chegar atrasado ao trabalho e á noite chega a casa cansado! as semanas passam sem que haja um contacto real com o Senhor. Se consagrarmos a Deus o começo do nosso dia, provavelmente as horas seguintes Lhe serão consagradas também. Porém, se deixarmos passar esse momento priveligiado, todo o dia pode estar perdido para o Senhor.

Não procuremos desculpas, coloquemos nossas prioridades em ordem: assim poderemos enfrentar o dia na paz e na vitória da fé.

Ao nos descuidarmos da leitura das Sagradas Escrituras sentimos um vazio. Talvez tentemos preenchê-lo com o que o mundo oferece, porém, isso não nos irá ajudar. Confiemos em Deus, que nos reservou algo melhor; o gozo da presença de Jesus. Reservemos tempo para orar e ler a Biblia. Busquemos ao Senhor Jesus. ELE também deseja ter comunhão connosco.

*
A palavra prioridade em português deriva do termo latino “prioritas” que significa “o que está mais avançado”, dando a entender que o portador da prioridade ter o direito de passar à frente de outras coisas. Resumindo podemos dizer que a prioridade é a coisa mais importante e por isso dever ser executada em primeiro lugar.

• Eu e Deus

Meu relacionamento íntimo com Deus deve ser a primeira prioridade. Reservar um tempo diário a sós com o Pai, orando, adorando e lendo Sua palavra, desenvolvendo o relacionamento íntimo da verdadeira adoração, falando com Ele e ouvindo Sua voz, em obediência e amor; refletir a Glória de Cristo, assumindo minha nova natureza, ESPIRITUAL, vivendo um novo estilo de vida, como um autêntico discípulo de Jesus, transformando meu caráter para ser cada dia mais semelhante a Ele;

Ser guiado pelo Espírito Santo e não mais pelas minhas vontades, sentimentos e emoções, mas sim, desenvolvendo o fruto do Espírito, revestindo-me de toda armadura espiritual, orando e louvando sem cessar, em novidade de vida.

Em um mundo marcado por tantas doenças, em que o câncer e a depressão corroem o corpo e a alma, mais uma enfermidade foi descoberta. Trata-se da chamada síndrome da pressa, ou, em outras palavras, síndrome da “falta de tempo”. Quais são os seus sintomas?

O modo como modelamos o nosso tempo é determinado, geralmente, por nossas prioridades. Nossas prioridades, por sua vez, são influenciadas por nossos valores.

Assim, o “como usamos nosso tempo” tem a ver com o que é verdadeiramente importante para nós. Nos dias atuais, todavia, também vivenciamos a chamada “tirania do urgente”, ou seja, vivemos correndo de um lado para o outro, dedicando o nosso tempo a “apagar os incêndios” que surgem repentinamente.

Várias coisas requisitam nossa atenção se declarando como urgentes, como algo que não pode ser deixado para depois. Por causa disso, constantemente podemos dar prioridade ao que não consideramos verdadeiramente importante.

A maneira como utilizamos o nosso tempo, na verdade, é o nosso estilo de vida. Tempo é vida. Portanto, Deus está profundamente interessado em nossa agenda e tem o que dizer a esse respeito.

Se a nossa agenda é determinada pelas nossas prioridades, as quais são influenciadas pelos nossos valores, há valores certos e errados, que podem estar ou não de acordo com os propósitos de Deus para o ser humano. Assim, a Bíblia, a Palavra de Deus, nos diz quais são as prioridades que, segundo Ele, devem orientar a nossa vida.

As prioridades deste mundo são:

1. Ganhar dinheiro

2. Possuir coisas materiais

3. Ter sucesso

4. Ter poder

5. Gozar vida

6. Sentir-se bem

7. Melhorar o nosso corpo

8. Valorizar a família

9. Satisfazer os desejos

10. Ter alguém especial como companheiro

Deus, em sua Palavra, tem o que dizer sobre isso, apontando qual é a ordem prioritária que pessoas, tarefas e coisas, ou, em outras palavras, ser, fazer e ter deve ter em nossas vidas.

Jesus, nos Evangelhos de Mt 10:39; Mc 8:34-35; Lc 9:23, afirma com ênfase que se alguém quiser vir até Ele, negue-se a si mesmo, tome a cada dia sua cruz e siga.

O que Jesus quis dizer com negar-se a si mesmo para poder chegar-se até ele? Será que Jesus quis dizer que o homem tem que se anular por completo neste mundo? Ignorar todas as coisas que aqui estão? Não, Jesus não quis dizer isto.

Em outra passagem, apesar de afirmar que os discípulos não eram do mundo, mas estavam no mundo, afirma também na sua oração pelos mesmos que não os tirasse do mundo, mas os livrasse do mal, santificando-os na verdade (Jo 17:14 - 17). Então qual o alcance das palavras de Jesus quando manda negar-se a si mesmo?

Negar-se a si mesmo significa não viver as nossas coisas em primeiro lugar, não viver as coisas que o mundo oferece que são contrárias aquilo que Deus requer do homem. E o que é não viver minhas coisas em primeiro lugar? É priorizar Deus e fazer escolhas certas, ou seja, colocar sempre as coisas de Deus no primeiro plano; é assim que As Escrituras nos ensinam em vários ordenamentos.

Em várias passagens, a Bíblia repete: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração de toda a tua alma de todo o teu entendimento” (Dt 6:5; Mc 12:20).

Mas será que se perguntarmos aos membros da igreja se amam a Deus, não obteríamos a resposta sim? Aqui é que começa a profundidade deste texto, todos amam a Deus, mas onde está Deus no momento das escolhas pessoais?

Amar a Deus de todo o nosso coração de toda a nossa alma é priorizar a Deus, mas como priorizo Deus? Nas minhas escolhas diárias, nas pequenas e nas grandes coisas de nossa vida.

Como posso constatar isto? Simples, quando muitas vezes coloco meu pai, meu filho, meu esposo, esposa, namorado, namorada, meu trabalho, meus estudos, meu lazer, meus projetos de vida pessoal acima de Deus, não estou priorizando Deus.

Isto é perigoso demais, pois Cristo afirma, perguntando: “O que aproveita o homem ganhar o mundo todo e perder a sua alma” (Lc 9:25). De nada adianta tentar construir uma vida com bases não sólidas. Quando não priorizo Deus, estou construindo minha casa sobre a areia e não sobre a rocha, que é Cristo, como nos ordena as Escrituras.

A quem devo agradar: a Deus ou ao homem? Devo agradar a Deus através da obediência a sua lei, e só posso guardar corretamente a sua lei se priorizá-lo sempre. Muitas vezes não vou agradar a todos os homens se eu priorizar Deus.

O apóstolo Paulo afirma em Gálatas 1:10 que a persuasão deve ser a Deus e não aos homens, e nosso agradar deve também ser a Ele, pois se procuro agradar aos homens, não sou servo de Cristo.

Portanto, não posso servir a dois senhores, ao mundo e a Deus (Mt 6:24).

O texto se refere a outro Deus, mas a interpretação do texto não pode ser literal, pois há muitas coisas que temos e acabam sendo o nosso deus.

Sempre que coloco Deus em segundo, ou terceiro lugar, estou tendo outro deus acima do Deus Eterno e Verdadeiro, e estarei infringindo o primeiro mandamento do Decálogo divino: “Não terás outros deuses diante de mim” (Êx 20:3).

Reflitamos: O que tem sido prioridade na nossa vida? Deus ou todas as outras coisas que já citadas? Que lugar Deus ocupa na minha e na sua vida? Qual a conseqüência que sofreremos em nossas vidas se não priorizarmos Deus? Tudo tem seu preço, e o preço para aquele que serve a Deus e não o prioriza é caro. O que esperaremos de Deus se não o priorizamos?

No livro de Marcos 8:35, Cristo afirma que: “Qualquer que quiser salvar a sua vida perdê-la-á, mas qualquer que perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, esse a salvará”.

A grande e incrível conseqüência de priorizarmos a Deus sobre todas as coisas é a nossa Salvação. Não há nada maior do que isto. O que o homem não faz para salvar esta vida material quando se encontra enfermo? Procura todos os meios materiais e espirituais para salvar este corpo corruptível da morte, e o que temos feito para livrar nossa vida da morte espiritual que é a segunda morte? Tenho priorizado Deus?

Além do plano futuro da Vida Eterna que é o bem maior do homem, há outras conseqüências materiais nesta vida de benção ou maldição (leia Deuteronômio 28: 1-14).

Há bênçãos que Deus reserva para aqueles que o priorizam e guardam os seus mandamentos, mas há também maldições descritas em Deuteronômio 28: 15-28 para aqueles que deixam Deus em segundo plano e não guardam seus mandamentos.

As bênçãos ou maldiçoes estão nas mãos de Deus, mas dependem de nossa atitude, pois o arbítrio é livre. Somos donos do nosso querer; nossas ações e atitudes são livres; o bem ou o mal depende de nossas escolhas.

Deus é misericordioso, mas exige em sua palavra honra a Ele. Se priorizarmos a Deus sobre todas as coisas, estaremos dando honra e glória a Ele, então todas as cadeias do mal se quebrarão. Serei feliz por uma simples razão: Deus é o meu ajudador é o meu guia em todos os momentos difíceis ou fáceis de minha vida, pois isto é promessa. Todo o restante das coisas da minha vida será mera conseqüência desta prioridade que darei ao meu Criador.

Lembre-se sempre: serei benção, serei cabeça e nunca cauda, além do grande significado que minha vida terá, pois o mundo passa, mas o que fica é aquele que faz a vontade de Deus.

E então, amigo, irmão, não vale à pena priorizar Deus?

As coisas deste mundo são fáceis? Não, não são, mas Cristo já disse alertando-nos: “No mundo tereis aflições, mas tende bom animo, eu venci o mundo, vos vencereis” (Jo 16:33)

Mas como vou vencer as dificuldades para priorizar Deus? Tendo fé, esperança de que aquilo que estamos fazendo não é em vão, de que o nosso Deus vive e Cristo afirmou que tudo que pedirmos ao Pai em seu nome, Ele nos daria (Jo 16:23-24).

Na sociedade atual, ativista e materialista, vivemos uma crise entre pessoas, tarefas e coisas, ou entre ser, fazer e ter. O mundo nos diz que tarefas e coisas são mais importantes. Ou, ainda, que o ter deve ser a prioridade. Pessoas são valorizadas pelo que fazem e pelo que têm.

Suas identidades são determinadas por isso. Quando se quer conhecer uma pessoa, pergunta-lhe o que ela faz e não quem ela é, busca-se por saber o que ela tem na conta bancária e registrado em seu nome e não no coração. Se os valores do mundo não são os valores de Deus, então eles são pecaminosos e geram conseqüências negativas quando seguidos. Pense nas conseqüências de se priorizar o ter e o fazer ao invés do ser.

A Bíblia diz: “Pois que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, e perder-se ou destruir a si mesmo” (Lucas 9.25). Portanto, se quisermos ter vidas abençoadas, devemos estabelecer nossas prioridades à maneira de Deus e assim viver.

Concluo esta mensagem com as palavras do próprio Jesus acerca das prioridades do Reino de Deus. Vejamos:

“Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.

Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber;

Nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário? Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta.

Não tendes vós muito mais valor do que elas? E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado à sua estatura? E, quanto ao vestuário, por que andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem;

não trabalham nem fiam; E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles.

Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe, e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pouca fé? Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos ou que beberemos, ou com que nos vestiremos? (Porque todas estas coisas os gentios procuram).

De certo vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas; Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.

Não vos inquieteis, pois, pelo dia amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal”. (Mt 6:24)

4 razões porque tudo vai bem

Por: Jânio Santos de Oliveira
Presbítero e professor de teologia da Igreja Assembléia de Deus Taquara - Duque de Caxias- Rio de Janeiro
devocionaisdoprebjaniosdeoliveira.blogspot.com



(2 Re 4.8-37)

8 Sucedeu também certo dia que Eliseu foi a Suném, onde havia uma mulher rica que o reteve para comer; e todas as vezes que ele passava por ali, lá se dirigia para comer.

9 E ela disse a seu marido: Tenho observado que este que passa sempre por nós é um santo homem de Deus.

10 Façamos-lhe, pois, um pequeno quarto sobre o muro; e ponhamos-lhe ali uma cama, uma mesa, uma cadeira e um candeeiro; e há de ser que, quando ele vier a nós se recolherá ali.

11 Sucedeu que um dia ele chegou ali, recolheu-se àquele quarto e se deitou.

12 Então disse ao seu moço Geazi: Chama esta sunamita. Ele a chamou, e ela se apresentou perante ele.

13 Pois Eliseu havia dito a Geazi: Dize-lhe: Eis que tu nos tens tratado com todo o desvelo; que se há de fazer por ti? Haverá alguma coisa de que se fale por ti ao rei, ou ao chefe do exército? Ao que ela respondera: Eu habito no meio do meu povo.

14 Então dissera ele: Que se há de fazer, pois por ela? E Geazi dissera: Ora, ela não tem filho, e seu marido é velho.

15 Pelo que disse ele: Chama-a. E ele a chamou, e ela se pôs à porta.

16 E Eliseu disse: Por este tempo, no ano próximo, abraçarás um filho. Respondeu ela: Não, meu senhor, homem de Deus, não mintas à tua serva.

17 Mas a mulher concebeu, e deu à luz um filho, no tempo determinado, no ano seguinte como Eliseu lhe dissera.

18 Tendo o menino crescido, saiu um dia a ter com seu pai, que estava com os segadores.

19 Disse a seu pai: Minha cabeça! minha cabeça! Então ele disse a um moço: Leva-o a sua mãe.

20 Este o tomou, e o levou a sua mãe; e o menino esteve sobre os joelhos dela até o meio-dia, e então morreu.

21 Ela subiu, deitou-o sobre a cama do homem de Deus e, fechando sobre ele a porta, saiu.

22 Então chamou a seu marido, e disse: Manda-me, peço-te, um dos moços e uma das jumentas, para que eu corra ao homem de Deus e volte.

23 Disse ele: Por que queres ir ter com ele hoje? Não é lua nova nem sábado. E ela disse: Tudo vai bem.

24 Então ela fez albardar a jumenta, e disse ao seu moço: Guia e anda, e não me detenhas no caminhar, senão quando eu to disser.

25 Partiu pois, e foi ter com o homem de Deus, ao monte Carmelo; e sucedeu que, vendo-a de longe o homem de Deus, disse a Geazi, seu moço: Eis aí a sunamita;

26 corre-lhe ao encontro e pergunta-lhe: Vais bem? Vai bem teu marido? Vai bem teu filho? Ela respondeu: Vai bem.

27 Chegando ela ao monte, à presença do homem de Deus, apegou- se-lhe aos pés. Chegou-se Geazi para a retirar, porém, o homem de Deus lhe disse: Deixa-a, porque a sua alma está em amargura, e o Senhor mo encobriu, e não mo manifestou.

28 Então disse ela: Pedi eu a meu senhor algum filho? Não disse eu: Não me enganes?

29 Ao que ele disse a Geazi: Cinge os teus lombos, toma o meu bordão na mão, e vai. Se encontrares alguém, não o saúdes; e se alguém te saudar, não lhe respondas; e põe o meu bordão sobre o rosto do menino.

30 A mãe do menino, porém, disse: Vive o senhor, e vive a tua alma, que não te hei de deixar. Então ele se levantou, e a seguiu.

31 Geazi foi adiante deles, e pôs o bordão sobre o rosto do menino; porém não havia nele voz nem sentidos. Pelo que voltou a encontrar-se com Eliseu, e o informou, dizendo: O menino não despertou.

32 Quando Eliseu chegou à casa, eis que o menino jazia morto sobre a sua cama.

33 Então ele entrou, fechou a porta sobre eles ambos, e orou ao Senhor.

34 Em seguida subiu na cama e deitou-se sobre o menino, pondo a boca sobre a boca do menino, os olhos sobre os seus olhos, e as mãos sobre as suas mãos, e ficou encurvado sobre ele até que a carne do menino aqueceu.

35 Depois desceu, andou pela casa duma parte para outra, tornou a subir, e se encurvou sobre ele; então o menino espirrou sete vezes, e abriu os olhos.

36 Eliseu chamou a Geazi, e disse: Chama essa sunamita. E ele a chamou. Quando ela se lhe apresentou, disse ele :Toma o teu filho.

37 Então ela entrou, e prostrou-se a seus pés, inclinando-se à terra; e tomando seu filho, saiu.


Vai tudo bem contigo? Você está feliz com a vida que você está levando? Você tem realizando seus sonhos? Essa é a vida que você sempre quis ter?
A maioria das pessoas hoje estão insatisfeitas com a elas mesmas.

Vai tudo bem com teu marido? Com tua esposa, seus filhos, seus pais? Enfim como está sua família?
Ainda tem dialogo? Respeito? Amor entre vocês.
Hoje muitas famílias estão acabadas mesmo vivendo juntas.

Vai tudo bem com teu filho, o filho era algo que Deus havia dado pra ela, então ele estava perguntando assim: como estão as coisas de Deus em sua vida?
Você tem ido à igreja? Está desenvolvendo seu ministério?
Esta colocando Deus a frente de tudo ou não?

Havia na cidade de Suném uma mulher muito rica, de bom coração e que tinha o hábito de receber em sua casa o profeta Eliseu quando, em suas constantes viagens, ele passava pela cidade.
A amizade entre o profeta e a família da mulher era tal, que ela e seu marido decidiram construir um quarto para que o homem de Deus se hospedasse com mais conforto.

Eliseu ficou tão bem impressionado com a hospitalidade que recebeu que decidiu oferecer um presente à sua anfitriã. Ele perguntou se a mulher necessitava de algo, ou de algum favor do Rei, pois como pessoa influente que era, poderia ajudar se houvesse alguma questão para ser resolvida junto à corte.

Mas como a sunamita fazia tudo de coração, sem desejar nada em troca, ela não quis nenhum presente: "...Eu tenho tudo o que preciso aqui no meio do meu povo". (2 Re 4.13), respondeu ela ao profeta.

Eliseu lembrou-se de que ela não tinha filhos, o que era sinal de maldição para as famílias naquela época. Então ele profetizou que dentro de um ano, a mulher daria à luz a uma criança. No tempo marcado, o menino nasceu. Ele cresceu e trouxe para aquela família toda alegria que uma criança pode levar à uma casa.

Um dia, algo terrível aconteceu: O menino ia encontrar-se com o seu pai, que estava trabalhando no campo, quando passou mal. Ele foi levado até à sua mãe, mas seu estado era muito grave e ele morreu.

Imediatamente, a mulher pôs o menino no quarto do profeta, trancou a porta, e foi buscar a ajuda dele. Seu marido, que ainda não sabia da morte do filho, estranhou a movimentação e perguntou: "Por que vais ter com ele hoje? Não é lua nova, nem sábado. Fica tranqüilo, respondeu ela".

( Re 4.23) Ao se encontrar com Geazi, ajudante de Eliseu, que lhe perguntou sobre a família e o filho ela respondeu: "Vai tudo bem".

Como vai tudo bem? Seu filho estava morto e qualquer mãe sabe que isto não é nada bom. Mas o que sustentava a sunamita era saber que aquele filho foi um presente de Deus e que tudo estava debaixo do controle do Senhor dos Exércitos. Esta confiança fez com que ela olhasse para além da amargura de seu coração ferido e contemplasse a vitória que Deus lhe havia reservado.

Toda a mãe quer ver o seu filho saudável, com um bom emprego, e uma ótima reputação na sociedade. Mas muitas que não alcançaram este objetivo não têm condições de responder com a fé da sunamita: "Vai tudo bem", quando lhes perguntam sobre a sua família.

Aquela mulher apresentou-se diante de Eliseu e derramou toda a amargura de seu coração: "Pedi eu porventura um filho ao meu senhor? Não te disse que não zombasses de mim?".( 2 Reis 4.28). Ela não se importou com os que estavam ao seu redor, seu desejo era ter seu filho vivo e sadio em seus braços.

O profeta foi à casa da mulher e ali rogou a Deus, que ressuscitou o menino. Neste momento ela louvava a Deus, que contemplou a sua fé e atendeu às suas orações.

Mas porque ela disse está tudo bem?

1. Por que reclamar não vai adiantar e sim piorar e afastar todos a minha volta, pois ninguém agüenta pessoas assim

2. Está tudo bem, porque eu não preciso mostrar pra todo mundo que eu estou mal, tem gente que faz questão de mostrar pra todos que estão enfrentando lutas, eu tenho que falar só para pessoas certas. E a bíblia diz que o senhor me faz andar de cabeça erguida em meios aos problemas, Salmo 3

3. Está tudo bem porque eu estou procurando uma saída, ruim estaria se eu estive prostrado, derrubado, trancado em um quarto. Mas como eu estou procurando uma solução para meu problema eu creio que está tudo bem

4. e por ultimo Está tudo bem porque Deus está comigo e se Deus está comigo eu creio que meu milagre vai acontecer e minha vitoria vai chegar, e todas as minhas dores serão saradas. Mas entenda bem, Deus está com aqueles que estão com ele, hoje mesmo mude algumas atitudes, procure uma igreja se reconcilie com Deus e tudo também em sua vida vai estar bem.

Tudo que fala a seu respeito vai se reforçando. Por pior que esteja a sua vida, diga que tudo vai bem. Por muito que não goste da sua aparência, afirme-se bonito. Por mais pobre que seja, diga a si mesmo e aos outros que é próspero".

O Universo sempre apoia tudo o que dissermos, escrevermos ou pensarmos a nosso respeito e isso acabará manifestando-se na nossa vida como realidade.

Enquanto afirmarmos que tudo vai mal, que nossa aparência é horrível, que nossos bens materiais são ínfimos, a tendência é que as coisas fiquem piores ainda, pois o Universo as reforçará. Ele materializa em nossa vida todas as nossas crenças.

Ei! ai está mais uma prova de que "há mesmo poder de vida e morte em nossas palavras".
"A morte e a vida estão no poder da língua; e aquele que a ama comerá do seu fruto" (Pv 18:21).

Quem sabe você está neste momento num leito de hospital, ou numa penitenciária, ou em outro lugar que a impossibilite de ir a uma igreja receber o milagre que você tanto almeja, porém posso te afirmar que como Eliseu, que teve que fechar a porta e ficar sozinho com o menino que por sinal estava moribundo, e clamar a Deus, para que o milagre acontecesse; posso te afirmar que você também não está só.

Jesus está contigo, e ele quer ouvir sair da sua boca você testificar que ele é ?o caminho, a verdade, e a vida?, e se você crer pelos olhos da fé, hoje o milagre na tua vida irá acontecer! Amém!!

Os 5 sinais de um verdadeiro avivamento

Por: Jânio Santos de Oliveira
Presbítero e professor de teologia da Igreja Assembléia de Deus Taquara - Duque de Caxias- Rio de Janeiro
devocionaisdoprebjaniosdeoliveira.blogspot.com



Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, donde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; e se não, brevemente virei a ti, e removerei do seu lugar o teu candeeiro, se não te arrependeres ( Ap 2:4-5)

Avivamento é a ressurreição do primeiro amor dos cristãos, resultando no despertamento e na conversão dos incrédulos a Deus.

No sentido de uma comunidade é o despertamento, a recuperação da igreja mais ou menos fria e decadente. Consiste no arrependimento da igreja pelo seu esfriamento e em sua volta a Deus e na conversão de almas.

O PRIMEIRO AMOR

O Reino de Deus passa a ser prioridade absoluta. É quando amamos a Deus de todo nosso coração e alma, com todas as nossas forças e entendimento. Este primeiro amor nos leva a viver intensamente a fé. Foi assim desde o início da era cristã:

“Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas. E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos.

Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade. Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo.

Enquanto isso acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.” (Atos 2.41-47) Os relatos de Atos dos Apóstolos nos revelam uma Igreja viva, cheia de paixão e fervor:

“Da multidão dos que creram era um o coração e a alma. Ninguém considerava exclusivamente sua nem uma das coisas que possuía; tudo, porém, lhes era comum. Com grande poder, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça.

Pois nenhum necessitado havia entre eles, porquanto os que possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam os valores correspondentes e depositavam aos pés dos apóstolos; então, se distribuía a qualquer um à medida que alguém tinha necessidade.” (Atos 4.32-35).

Este amor nos leva a praticar a buscar intensamente ao Senhor e também a trabalhar (Jesus o relacionou com “obras” quando disse a Pedro que se ele O amava devia pastorear Seu rebanho - Jo 21.15-18).

O apóstolo Paulo falou que o amor de Cristo (ou o entendimento da profundidade deste amor) nos constrange a não mais viver para nós, mas para ele: “Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: um morreu por todos; logo, todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.” (2 Co 5.14,15)

Foi este constrangimento de amor que levou o apóstolo Paulo a trabalhar mais do que os demais apóstolos: “Mas, pela graça de Deus, sou o que sou; e a sua graça, que me foi concedida, não se tornou vã; antes, trabalhei muito mais do que todos eles; todavia, não eu, mas a graça de Deus comigo.” (1 Co 15.10)

Assim também se dá conosco hoje. O primeiro amor é uma profunda resposta ao entendimento do amor de Cristo, que nos leva a buscar e servir ao Senhor com intensidade e paixão.

A PERDA DO PRIMEIRO AMOR

Alguns acham que se o primeiro amor nos leva ao trabalho, então a perda do primeiro amor seria uma baixa da produtividade.

Mas de acordo com o que Jesus falou na carta à Igreja de Éfeso, não se trata apenas de “relaxar” no trabalho de Deus, pois o Senhor lhes disse: “Conheço as tuas obras, tanto o teu labor como a tua perseverança” (Ap 2.2a).

A palavra grega traduzida como “labor” é “kopos” que, de acordo com a Concordância de Strong, significa: “intenso trabalho unido a aborrecimento e fadiga”. Este tipo de labor seguido de perseverança não indica uma queda de produtividade no serviço do Senhor.

Tampouco se trata de desânimo ou desistência, uma vez que nesta mensagem profética o Senhor Jesus louva a persistência destes cristãos de Éfeso: “e tens perseverança, e suportaste provas por causa do meu nome, e não te deixaste esmorecer” (Ap 2.3).

A perda do primeiro amor também não pode ser vista como sendo apenas um momento de crise no trabalho ou na dedicação, uma vez que é algo que Deus tem contra nós:

“Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas”.

(Ap 2.4,5) Portanto, a perda do primeiro amor é uma queda, é chamada pecado e necessita arrependimento. Tem muito crente que continua se dedicando ao trabalho do Senhor, mas perdeu sua paixão.

Faz o que faz por hábito, rotina, por medo, pelo galardão, por qualquer outro motivo que, acompanhado daquele primeiro amor intenso faria sentido, mas sozinho não.

A queixa que o Senhor faz é o fato destes crentes terem deixado (ou abandonado, depende a tradução) o primeiro amor

As expressões acima refletem não apenas uma perda que possa ser denominada como acidental, mas um ato relapso de abandono, de descaso. O Senhor Jesus também não está protestando àquela Igreja por não o amarem mais. Não se tratava de ausência completa de amor, ainda havia amor. Porém, era um nível de amor que já não era mais intenso, não era o amor total que temos o dever de lhe oferecer.

PORQUE PERDEMOS O PRIMEIRO AMOR

O primeiro amor é como um fogo, se você põe lenha ele se inflama mais, contudo, se você joga água ele se apaga... Falhamos em não alimentar o fogo, mas também em permitir que outras coisas o apaguem.

Várias coisas contribuem para que nosso amor pelo Senhor sofra a perda de intensidade. Mas há três, especificamente, as quais quero dar atenção aqui. Se queremos nos prevenir e evitar esta queda, ou se queremos restauração depois de termos caído, precisamos entender estes aspectos e como eles nos afetam:

1) O convívio com o pecado;

2) A falta de profundidade;

3) A falta de tratamento.

O convívio com o pecado tem o poder de esfriar nosso amor por Deus:
“E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos se esfriará”. (Mt 24.12)

Quando falo do convívio com o pecado, em vez do pecado em si, pretendo estabelecer uma diferença importantíssima aqui. É mais do que óbvio que quem vive no pecado está distante de Deus. O primeiro amor é chamado de pecado, mas não é ocasionado necessariamente por outro pecado na vida da pessoa. É uma perda espiritual num momento em que talvez a pessoa acredite que de fato tudo vai bem.

Creio que no texto acima Jesus se refere aos pecados da sociedade em que vivemos. Por se multiplicar o pecado à nossa volta (não necessariamente em nossa vida), passa a conviver com algumas coisas que, ainda que não as pratiquemos, começamos a tolerar.

Precisamos ter o cuidado de não nos acostumarmos com o pecado à nossa volta. Muitas vezes o enredo dos filmes que nos proporcionam entretenimento nos faz acostumar com certos valores contrários aos que pregamos.

Acabamos aceitando violência, imoralidade e muitos outros valores mundanos. Mesmo que não cedendo a estes pecados, se não mantivermos um coração que aborreça o mal, nos acostumaremos a estes valores errados à ponto de nosso amor se esfriar. Precisamos agir como Ló, que se afligia pelas iniqüidades cometidas à sua volta:

“E, reduzindo a cinzas as cidades de Sodoma e Gomorra, ordenou-as à ruína completa, tendo-as posto como exemplo a quantos venham a viver impiamente; e livrou o justo Ló, afligido pelo procedimento libertino daqueles insubordinados (porque este justo, pelo que via e ouvia quando habitava entre eles, atormentava a sua alma justa, cada dia, por causa das obras iníquas daqueles), é porque o Senhor sabe livrar da provação os piedosos e reservar, sob castigo, os injustos para o Dia de Juízo”. (2 Pe 2.6-9)

Um segundo fator que contribui para o esfriamento de nosso amor para com o Senhor é nossa falta de profundidade na vida cristã. Jesus fez menção, na parábola do semeador, da semente que caiu em solo pedregoso; é aquela planta que brota depressa, mas não desenvolve profundidade.

Porque a raiz não consegue penetrar fundo no solo (pois se depara logo com a pedra), se torna superficial, se desenvolve na superfície. O resultado é que, saindo o Sol (figura do calor das provações), esta planta morre logo.

“A que caiu sobre a pedra são os que, ouvindo a palavra, a recebem com alegria; estes não têm raiz, crêem apenas por algum tempo e, na hora da provação, se desviam”. (Lc 8.13)

Aquelas áreas que não são tratadas em nossas vidas podem não parecer tão nocivas hoje, mas serão justamente estas áreas que poderão nos sufocar na fé e no amor ao Senhor depois.

A queda não é um acidente, nem um ato instantâneo ou imediato. É um PROCESSO que envolve repetidas negligências de nossa parte; e são estas mesmas “inocentes” negligências que nos vencerão depois. Por isso, devemos dar mais atenção às áreas que precisam ser trabalhadas em nossas vidas.

Este é um caminho para proteger nosso amor ao Senhor. O cuidado nestas três áreas nos será útil para evitar a perda (ou depreciação) do primeiro amor.

Contudo, muitos de nós já o temos perdido. E, mesmo que o reconhecimento das causas nos ajude a sermos preventivos daqui em diante, temos que fazer algo agora em relação à perda que já sofremos. Portanto, quero compartilhar o que tenho entendido nas Escrituras ser o caminho de volta...

O CAMINHO DE VOLTA

Foi o próprio Senhor Jesus que propôs o caminho de restauração:
“Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas”. (Ap 2.5)

Cristo falou de três passos práticos que devemos dar a fim de voltarmos ao primeiro amor:

1) “Lembra-te”;
2) “Arrepende-te”

4) “Volta à prática das primeiras obras”.

O primeiro passo é um ato de recordação, de lembrança do tempo anterior à perda do primeiro amor. Não há melhor maneira de retomá-lo do que esta... relembrar os primeiros momentos de fé, de experiência com Deus. O profeta Jeremias declarou:

“Quero trazer à memória o que me pode dar esperança”. (Lm 3.21)

Algumas lembranças têm o poder de produzir em nós um caminho de restauração. Muitas vezes não nos damos conta daquilo que temos perdido. E uma boa forma de dimensionar nossas perdas é contrastar aquilo que estamos vivendo hoje com aquilo que já experimentamos antes em Deus.

Recordo-me de uma ocasião em que fui visitar meus pais e entrei no quarto que, quando solteiro, dividi com meus irmãos. O simples de fato de entrar naquele ambiente trouxe à minha memória inúmeras lembranças.

Revivi em minha mente segredo de não nos afastarmos do Senhor nem perdemos a alegria inicial é desenvolver profundidade. Muitos cristãos vivem só dos cultos semanais.

Não investem tempo num relacionamento diário, não oram não se enchem da Palavra, não procuram mortificar sua carne e viver no Espírito, não se engajam no trabalho do Pai.

São cristãos sem profundidade, vivem só na superfície! A questão de profundidade nas coisas espirituais é aplicada não só à caminhada cristã. Na carta à Igreja de Tiatira, no Apocalipse, o Senhor Jesus elogiou aqueles que não conheceram as profundezas de Satanás: “Mas eu vos digo a vós e aos restantes que estão em Tiatira, a todos quantos não têm esta doutrina e não conheceram, como dizem as profundezas de Satanás, que outra carga vos não porei. Mas o que tendes, retende-o até que eu venha”. (Ap 2.24,25 )

O mesmo princípio de profundidade se aplica ao reino de Deus e das trevas. Nós que conhecemos a verdade não podemos nos relacionar superficialmente com ela. Se desenvolvermos raízes profundas em Deus não fracassaremos na fé.

O terceiro fator que contribui para o esfriamento de nosso amor ao Senhor é a falta de tratamento em algumas áreas de nossas vidas. Vimos que um dos exemplos de crescimento abortado que Jesus revela na parábola do semeador é a falta de raiz, de profundidade.

Mas outro exemplo que o Senhor nos dá nesta ilustração é o da semente que caiu entre espinhos:

“Outra caiu no meio dos espinhos; e estes, ao crescerem com ela, a sufocaram”. (Lc 8.7)

Note que os espinhos não pareciam ser tão comprometedores a princípio, pois eram pequenos. Mas porque não foram arrancados, eles cresceram.

“A que caiu entre espinhos são os que ouviram e, no decorrer dos dias, foram sufocados com os cuidados, riquezas e deleites da vida; os seus frutos não chegam a amadurecer”. (Lc 8.14)

Meus momentos de oração e intimidade com Deus passado ali. Recordei, emocionado, as horas que, diariamente, passava ali trancado em oração.

Sem que ninguém (nem mesmo Deus) me falasse nada, percebi que minha vida de oração já não era como antes. Estas lembranças propulsionaram naquela época, uma retomada da dedicação à oração, e mesmo hoje, quando me recordo daqueles momentos poderosos de visitação de Deus que vivi naquele quarto, sinto-me motivado a resgatar o que deixei de lado.

Mas a lembrança em si do que eu havia provado ali não produziu mudança alguma. Apenas trouxe um misto de saudade com tristeza, bem como arrependimento por ter deixado de lado algo tão importante.

Mandamento!

O significado de abençoar
Hebraico_ O termo brack ocorre 330 vezes na Bíblia. Significa abençoar, “conceder o bem”. O propósito supremo de Deus desde o principio de seu relacionamento com o ser humano, no jardim do Éden, foi abençoá-lo e fazê-lo prosperar.

Deus é a Fonte de todas as bênçãos. Ele suscitou um povo com o qual fez aliança, abençoando-o. As bênçãos de Deus repousam ainda hoje sobre o seu esta é a segunda atitude que Jesus pediu aos irmãos de Éfeso: “arrepende-te”.

Não basta ter saudade de como as coisas eram antes, é preciso sentir dor por ter perdido o primeiro amor; lamentar, chorar e clamar o perdão de Deus e reconhecer que isto é mais do que desânimo, ou qualquer outra crise emocional. É um pecado de desamor, de desinteresse para com Deus.

À semelhança dos profetas do Velho Testamento, Tiago definiu como devemos nos posicionar em arrependimento diante do Senhor. Deve haver choro, lamento e humilhação:

“Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós outros. Purifiquem as mãos, pecadores; e vós que sois de ânimo dobre, limpai o coração. Afligi-vos, lamentai e chorai. Converta-se o vosso riso em pranto, e a vossa alegria, em tristeza. Humilhai-vos na presença do Senhor, e ele vos exaltará.” (Tg 4.8-10)

Humilhar-se perante o Senhor é o caminho para a exaltação (restauração) diante d´Ele. Se você reconhece que tem abandonado seu primeiro amor separe depressa um tempo para orar e chorar em arrependimento perante o Senhor e buscar renovação. Sei que recordar e chorar o passado também não é a cura em si, mas ajuda a alcançá-la. São estágios de preparação, por assim dizer.

Mas o conselho proposto pelo Senhor tem um terceiro passo prático: “volta à prática das primeiras obras”. Portanto, não basta apenas reviver lembranças e chorar, temos que voltar a fazer aquilo que abandonamos.

Estas primeiras obras não são o primeiro amor em si, mas estão atreladas à ele. Ou são uma forma de expressá-lo, ou de alimentá-lo, ou ambas as coisas. Elas têm a ver com a forma como O buscávamos e também a maneira como O servíamos.

Note que Jesus não protestou dizendo que os efésios não o amavam mais, e sim que já não amavam como o faziam antes. Precisamos mais do que reconhecer nossa perda, precisamos voltar a agir como no início da caminhada com Cristo.

É tempo de resgatar nosso amor ao Senhor e dar-lhe nada menos que amor total. Que o Senhor nos dê graça para viver intensamente a obediência ao maior povo, que é a semente de Abraão por meio de Cristo (Gl. 3:14-16-29).

Grego_ O termo eulogeo significa “fazer prosperar”, “tornar feliz”, “conceder bênçãos”.

Deus enviou Jesus para nos abençoar com a salvação (At 3:26), com as bênçãos de Abraão e com todas as bênçãos espirituais em Cristo (Ef 1:3).

AS SUAS OFERTAS SÃO ACEITÁVEIS A DEUS?

O primeiro ato de adoração a Deus registrado após a queda do homem foi o de OFERTAR-LHE. Depois da queda, Deus não rompeu inteiramente o seu relacionamento com o ser humano. Havia justificativa para Ele destruir o homem, pois este merecia a morte.

Mas, em vez disso, Deus ofereceu Sua graça e misericórdia.

Por causa de seu grande amor pela humanidade, o Eterno estabeleceu um caminho para que o homem pudesse restaurar a comunhão com Ele por meio de sacrifícios e ofertas, que eram sagradas, porque apontavam para Cristo, o sacrifício perfeito, aquele que redimiria os homens do pecado.

As ofertas representavam a confissão de pecado, a penalidade pelo pecado e uma profissão de fé, que apontava para aquela Oferto única ... o Cordeiro de Deus que levaria sobre si os pecados da humanidade.

O relacionamento entre o homem e Deus sempre se baseou na obediência a todos os mandamentos divinos, inclusive os relativos aos dízimos e as ofertas. Quando o homem adorava a Deus com seu dizimo e suas ofertas, ele derramava abundantemente as suas bênçãos sobre o ofertante e o FAZIA PROSPERAR. Havia um profundo significado espiritual de entrega na apresentação da oferta ao Senhor.

Este significado sempre foi o aspecto mais importante da vida dos crentes. Não apenas a oferta em si era importante, mas também a maneira em que era apresentada. Se não estivesse de acordo com as diretrizes de Deus, era considerada inaceitável e rejeitada.

Depois da queda, em algum momento, Deus revelou a Adão a maneira correta de oferta, o tipo de oferta que deveria trazer, o tempo certo para apresentá-la e o que cada oferta representava.

No tempo designado, Caim e Abel foram apresentar cada um a sua oferta ao SENHOR. Caim apresentou uma oferta do fruto da terra. Abel ofereceu o melhor que possuía: o primogênito do rebanho. E Deus aceitou a oferta de Abel, mas rejeitou a de Caim.

Por quê? A oferta de Caim era apenas um sacrifício de agradecimento, não um sacrifício de expiação. Não houve da parte dele humildade, arrependimento da necessidade de um grande Sacrifícios que um dia redimiria o homem de seus pecados. Abel apresentou-se a Deus com um sacrifício de expiação.

Ele ofereceu o melhor de tudo que possuía.

Não trouxe consigo um cordeiro doente, paralítico ou maculado, mas seleciono o MELHOR primogênito de seu rebanho e sacrificou-o no altar da adoração. O sangue do cordeiro que Abel sacrificou apontava profeticamente para o sangue de Cristo, que seria derramado para remissão do pecado de toda a humildade.

Ao oferecê-lo a Deus, Abel estava reconhecendo que era um pecador sujeito à ira divina. E assim, pela fé, buscava a misericórdia de Deus. A oferta de Abel foi aceita por Deus porque foi apresentada com fé: “Pela fé Abel ofereceu a Deus um sacrifício superior ao de Caim. Pela fé ele foi reconhecido como justo, quando Deus aprovou as suas ofertas” (Hb. 11:4).

Deus aceitou a oferta da Abel, e isso lhe foi creditado como justiça. As ofertas que você da a Deus são parte de seu relacionamento com Ele. Não podem ser tratadas de modo superficial. Você também deve apresentá-las com fé.

É fundamental COMO você oferta, as sim como O QUE você dá, pois isso determinará se ela será ou não aceitável diante de Deus. As suas ofertas tem de ser SANTAS e apresentadas a Deus como atos de adoração. Ele deseja de você ofertas voluntárias, dadas de coração e por amor Ele, não por insistência de alguém.

Por isto, Paulo recomendou aos Coríntios: “Cada um de conforme determinou em seu coração, pois Deus ama quem dá com alegria” (2 Co 9:7). Se você não consegue ofertar livremente e com alegria, alguma coisa está errada. É preciso que o Espírito Santo lhe revele onde está o problema. Se ofertar de má vontade, a sua oferta não será aceita por Deus. Pare um minuto e pense no seu procedimento com relação ás ofertas.

Você costuma reter ofertas? Contribui apenas por dever ou porque se sente pressionado a fazê-lo? Deus quer que você renove os eu relacionamento com Ele e passe a adorá-lo voluntariamente com alegria, dando-lhe O MELHOR de tudo que Ele mesmo lhe deu.

As suas ofertas refletem o seu relacionamento com Ele. E, para que sejam aceitáveis a Deus, precisa ser entregues com liberdade, sem reservas e com reverência ao que Ele é e reconhecimento pelo que Ele fez por você.

As ofertas oferecidas continuamente pelos israelitas, ano após ano, eram insuficientes para purificar o povo do pecado. Serviam apenas para lembrá-los de seus pecados e da necessidade que tinham de um Salvador.

O sacrifício de Cristo nos capacita a estabelecer um relacionamento com Deus, sem medo e com ousadia, e a receber dele tudo de que precisamos.

(Veja Hb 10-5:7).

Cinco sinais de Avivamento

1. A igreja reconhece de que está afastada de Deus.

Não está amando a Deus como deveria e se arrepende de sua falta de fervor. Cristãos decaídos não podem despertar-se e começar logo no serviço do Senhor, sem que haja um profundo trabalho do Espírito em seus corações, para quebrar as correntes que os prendiam à mornidão e ao desinteresse.

2. Cristãos que estão em declínio espiritual serão levados ao arrependimento.

Serão quebrantados no pó da terra perante Deus, e desejarão um recomeço num espírito de profunda humildade.

3. A fé dos cristãos será renovada.

Enquanto vivem numa situação de esfriamento espiritual, são cegos para o estado dos incrédulos.

Seus corações são duros como uma pedra. Admitem que tudo o que está na Bíblia e o que é pregado sobre Ela é verdade, mas para eles tudo tem um aspecto de sonhos. Eles não colocam as verdades bíblicas em alto relevo, mas quando são despertados o amor de Deus se renova em seus corações, que os leva a agir com ardor para levar pessoas a Cristo.

4. O poder do mundo é quebrado pelo avivamento na vida dos cristãos.

O mundo é um sistema de vida contrário ao de Deus. Os ambientes, atividades e diversões mundanas lançam princípios ou influências que procuram abafar o testemunho cristão. O avivamento leva o cristão para as alturas em Cristo, pois ele passa a desejar uma união profunda com Deus, e o encanto das coisas do mundo se desvanece.

5. Conversão e reforma de pessoas que estão sem Deus e sem igreja passa a acontecer.

O amor pelas almas perdidas é tanto, que a força do amor de Deus atrai os que estão longe do Senhor, pelo trabalho dos filhos de Deus em alcançá-las. É um trabalho de corações quebrantados para corações contritos, traumatizados pelos conflitos de uma vida sem Deus.

Essas pessoas que se convertem passam a atravessar o mesmo processo. É uma avalanche do Espírito! É um rio caudaloso que corre sem parar abrindo um novo leito para as suas águas.

Identifique quando, onde e porque você caiu, arrependa-se, isto é, desfaça o que foi feito e abandone tal prática. Depois, volte a fazer o que fazia no início. Isso não significa fazer a obra, mas a sua vida devocional, buscando a Deus em oração, santificação, meditação na Palavra e, sobretudo, obediência. Quando você estiver pronto por dentro, o Espírito o colocará na obra. Portanto não se inquiete com isso, mas cuide de si mesmo, para depois poder cuidar dos outros.

O conselho proposto pelo Senhor na Carta à Igreja de Éfeso ainda tem um terceiro passo prático: “Volta à prática das primeiras obras!” Portanto, não basta apenas revivermos as lembranças e chorarmos! Temos que voltar a fazer o que abandonamos! Essas primeiras obras a que Cristo Se refere não são o primeiro amor em si, mas estão atreladas a ele – são uma forma de expressarmos e alimentarmos o nosso primeiro amor!

Elas têm a ver com a forma pela qual O buscávamos e também a maneira como O servíamos. Jesus não protestou porque os efésios não O amavam mais, e sim porque já não O amavam mais como anteriormente! Precisamos mais do que o reconhecimento da nossa perda! Precisamos voltar a agir como no início da nossa caminhada com Cristo!

É tempo de resgatarmos o nosso amor ao Senhor e dar-Lhe nada menos que um amor total! Que possamos sempre nos apossar da graça do Senhor, para vivermos intensamente a nossa obediência ao Maior Mandamento!

Que Deus nos abençoe e nos guarde no deu grandioso amor em nome de Jesus. Amem!